Música da semana #53: Slide – James Bay

Uma reflexão sobre o novo single incrível do cantor James Bay.James Bay é um cara britânico com uma voz rouca incrivelmente envolvente, que faz músicas lentas como ninguém. Eu ouvi ele por acaso, nem lembro exatamente como, e amei por que sua voz me lembra o Eric Martin, vocalista de uma banda de hard rock dos anos 80 que eu amo, o Mr. Big. Apesar de já ter ganhado dois Brit Awards, ele não é muito popular entre os brasileiros, é muito provável que tu já tenha ouvido o hit Hold Back the River por aí (como em novelas da Globo) e nem saiba que é do James.

Seu segundo álbum de estúdio, Eletric Light, tem lançamento previsto para 18 de maio e, como seguindo os costumes do mundo musical, James liberou algumas músicas como aperitivo até o grande dia. Eu estava bem decepcionada com o tom que o cantor decidiu dar para esse álbum quando ouvi as duas primeiras músicas, principalmente porque baladas como Move Together e Incomplete não saíram do repeat por pelo menos uma semana. Então essa semana ele liberou Slide e eu me apaixonei tudo de novo.

Se tem uma coisa que James Bay sabe fazer, é versão acústica. A música é o resumo de tudo que eu amor no cantor: só ele e um piano, sussurrando palavras em um tom de confissão que me faz sentir cada centímetro da dor esmagadora que ele descreve em uma letra muito bem elaborada. É tudo muito simples, livre de qualquer artifício desnecessário que tiraria esse tom de intimidade entre James e o ouvinte. Com uma letra direta, tão pessoal que parece uma conversa entre amigos, fica claro o sentimento predominante na música.

Slide é um manifesto sobre a incapacidade do ser humano de ficar sozinho, do medo insuportável que nutrimos da solidão. A nostalgia conduz a música, e um leve desespero se transforma em conformismo enquanto o cantor clama “Nobody wants to wake up alone”. Ao se deparar com a necessidade de lidar com a perda de um relacionamento, viramos o rosto para a dor e buscamos conforto nos braços de outra pessoa. O prospecto de ficar sozinho para o resto da vida é tão assustador que nos agarramos a qualquer resquício de esperança de um final feliz, nem que isso signifique estar em um relacionamento insatisfatório.

James acerta em cheio quando diz “Nobody teaches you how to reminisce, nobody teaches you to hurt like this”. Na vida ninguém te ensina como superar uma separação; o manual de instruções é por nossa conta.

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