Eu ainda lembro do dia em que o Pedro me chamou para criar um site. Sentamos eu, ele e a Laura no Tapas e ele disse que queria fazer algo tipo a Rookie. Naquela época, não falamos sobre Buzzfeed ou listas, mas sobre criar algo pra um público jovem, tipo a gente. Eu nem tinha smartphone na época, muito menos 3G, e a gente discutiu artigos que gostávamos e tentamos pensar como criar um site que fizesse sentido mesmo depois que a gente crescesse.

O nome veio de uma lembrança da nossa infância: câmeras analógicas. Quando só tínhamos trinta e seis poses pra registrar uma festa ou uma viagem ou um local. 36 era nostálgico, mas também fazia sentido no nosso presente.

O site vai fazer seis anos em 2019, mais do que o tempo que passamos na faculdade de jornalismo. E acho que a gente fez mais com ele do que nos nossos anos na Fabico. Teve muito post bobo que todo mundo amou clicar, muita listinha que nos deu o apelido de Buzzfeed brasileiro antes do Buzzfeed Brasil existir, mas também teve muito post nem tão bobinho. Teve muito post bonito, e muita coisa que eu olho e fico com vontade de abraçar a tela do computador.

A gente também fez muito especial, muita semana wicca, muita cobertura de red carpet, lives no Facebook quando isso importava, vídeos pro YouTube e até podcasts. A gente indicou muita coisa e listou os melhores discos do ano quatro vezes seguidas com a ajuda dos nossos amigos. E, mesmo quando a gente pensava em parar, sempre tinha alguém mandando mensagem dizendo que queria escrever sobre determinado álbum.

A Laura saiu, eu e o Pedro ficamos. E logo entrou a Roberta, primeiro pra falar de moda, depois pra escrever sobre qualquer coisa que ela quisesse. Depois, a Jennifer e a Cindy chegaram pro nosso time com novas perspectivas, mas mesmo jeitinho de ser que fez a gente tão especial. Tivemos outros que vieram e foram, além das contribuições da Nana. Por último, a Gabriela veio completar nosso time.

E eu tenho orgulho de todas as coisas que a gente fez, e das que a gente pensou em fazer mas não deu. De ter escrito texto na aula e no intervalo do estágio (e as vezes durante, mas não contem pros nosso chefes), de ter pago o domínio ano após ano porque não queríamos tirar o site do ar, de todas as pessoas que a gente incomodou pedindo colaboração.

Eu amo esse site, talvez mais do que qualquer coisa que eu tenha criado, porque ele é original, é divertido e, mais do que tudo, ele tem a nossa cara – a minha e a do Pedro, mas também a de todo mundo que já contribuiu com ele, seja escrevendo, lendo, ouvindo, ou só dando like no Instagram.

Eu amo o 36, mas chegou a hora de dar tchau – pelo menos pro blog. E eu queria não estar cheia de lágrimas nos olhos enquanto escrevo isso porque ele teve uma vida tão longa e tão bonita, e é isso que importa.

Mas podem ter certeza que, mesmo que vocês não vejam mais posts do blog, o Trinta e Seis é uma parte de quem nós somos – e de quem nós fomos. Os posts vão continuar em arquivo pra sempre na internet, pra mostrar o que a gente já fez.

Fiquem de olho que a gente não parou por aqui. Até a próxima.

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Publicado por Natasha Heinz

Escrevo tanto em primeira pessoa que qualquer um quer ler dois posts pode se considerar meu amigo.

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