7 rolês que você tem que experimentar em junho

Como de costume, a redação 36 experimentou váaaaarias coisas e selecionou apenas as melhores para indicar a vocês.

Maio foi um mês que me deixou orgulhosa. Experimentamos coisas diferentes, desafiadoras e que vão desde encontrar uma série feminista maravilhosa até uma viagem que transcendeu as nossas expectativas. Pelos depoimentos, dá pra ver que testamos coisas que nos deixaram mais desapegadas e e buscamos focar em atividades que nos botam pra cima.

Esperamos que gostem das nossas indicações desse mês! Queremos desafiar você a tentar algo diferente e que te faça bem também. Aproveite esse friozinho de junho para se amar mais. Até mês que vem ❤ 

1. Viajar sozinha
por Cindy da Rosa

Avisa Porto Alegre que eu não volto não

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Por ser introvertida, sempre fui o tipo de pessoa que gosta de ficar sozinha. Minhas atividades favoritas majoritariamente envolvem mínimo de interação social. Então eu vi nas minhas férias a oportunidade de realizar um dos meus maiores sonhos: viajar sozinha. Como sofro de ansiedade e coisas novas costumam me deixar nervosa, optei por começar de pelo nível fácil e fiquei na casa dos meus tios em São Paulo. Apesar de já ter visitado a cidade inúmeras vezes com minha melhor amiga, estar sozinha me deu uma nova perspectiva de tudo. Meus planos foram pensados levando em consideração somente as minhas vontades e gostos, e meu roteiro incluiu coisas que eu nunca tinha visto antes. Mais do que ter a oportunidade de conhecer a cidade novamente, eu pude aprender aspectos de mim mesma que nunca tinha percebido. Foi um momento de autoconhecimento e muita reflexão; um tempo só para que eu pudesse relaxar e aproveitar tudo a minha volta. Sem contar todas as situações desconfortáveis que me fizeram sair da minha zona de conforto e enfrentar as vergonhas que passei com senso de humor. Aprendi a ser mais independente, mais segura de mim e, mais importante, andar no meu próprio ritmo.

2. Fazer um curso de expressividade ou teatro
por Gabriela Cavalheiro

Venho passando por um momento de transição na vida e percebi que precisava fazer algo sobre a minha introversão/timidez. Descobri que a Casa de Teatro de Porto Alegre oferece um curso de Comunicação, Expressão e Criatividade, e aí lá fui eu, com o rabo entre as pernas, me matricular. Foram seis aulas – todas as terças-feiras à noite – e o processo foi uma montanha-russa emocional. As atividades em aula eram: brincadeiras para se soltar e usar a criatividade, dicas de oratória, dinâmicas que te fazem sair da zona de conforto, ir na frente da turma e falar sobre si mesmo e montar algumas encenações em dupla ou grupo. Eu sempre odiei teatro e quase morria quando precisava fazer peças teatrais na época do colégio, então cada aula foi uma batalha contra a boca seca, o nervosismo e a vontade de ir para um canto dar uma choradinha. Mas no final, tudo valeu a pena. Na última aula, me senti tão leve que parecia que alguém tinha tirado um grande peso das minhas costas, do meu peito. Desde que o curso acabou, venho me sentindo muito mais sociável (tô até conversando com os motoristas do Ubers, veja só) e mais confiante quando preciso me impor e expressar opiniões. Tenho me sentido mais dona de mim mesma. Recomendo muito! 

3. Resolver coisas na vida
por Natasha Heinz

A minha dica do mês é quase literalmente riscar coisas da listinha. Sabe aquelas coisas que tu sabe que precisa fazer, mas vai adiando por um motivo ou por outro? Podem ser coisas bem pequenas ou maiores que sempre acabam indo pro fim da listinha ou tu nunca consegue se organizar bem pra fazer. Em maio, eu fiz algumas dessas! A ideia começou porque eu estou num momento de transição na minha vida e queria deixar o mínimo possível de pendências me incomodando e me puxando pra trás enquanto eu tento pensar no futuro. Uma das coisas foi fazer uma limpa nas minhas coisas/meus papeis!! Dos caderninhos da creche, passando por roupas e ursinhos de pelúcia até os textos de faculdade que eu mal li na época, mas guardei jurando que um dia leria: tudo foi fora. E o processo foi bem menos chato do que parece, porque eu coloquei uma série de fundo e comecei a rasgar tudo e colocar numa sacola. De brinde, pude reler bilhetinhos que recebi durante o ensino médio e pude rir muito com alguns deles. Outra coisa que resolvi fazer foi pedir coisas de volta pro meu ex. Eu sei que é algo óbvio, mas, por não morar mais no Brasil, eu acabava esquecendo de pedir quando voltava pra Porto Alegre. Porém, agora tenho minha chave de casa e um moletom que gosto muito de volta, algo que me deixa muito feliz. Minha dica em relação a isso é: não precisa ser um ex ou alguém com quem você não fala mais, mas, se tem algo que é seu e você sente falta mas está com outra pessoa, peça de volta. Não é egoísta querer que as suas coisas estejam com você – afinal, elas são suas. O que eu notei sobre resolver essas pequenas coisinhas foi que o receio de fazer elas é muito mais desgastante do que fazer elas em si e, quando termina, vai ver o quanto melhor (e mais leve) você se sente. Então, quando de aquela vontade de jogar todo armário abaixo e fazer uma limpa nas roupas, vai lá sem pena!

4. Organizar um brechó e vender suas roupas
por Roberta Reis

Faz tempo que eu adquiri o hábito de me desfazer de roupas que eu não uso mais, seja porque não serve mais ou simplesmente porque percebi que está ali parada há muito tempo. Comecei pelo Enjoei, depois criei um instagram, vendi ou troquei em brechós no meu trabalho (cada uma leva suas coisas e fazemos um brechozão ao meio dia) e no último mês organizei um brechó com uma amiga. Encontramos um bar disposto a ceder o espaço para o evento, chamamos algumas amigas e cada uma levou suas coisas. Foi um domingo divertido e que ainda deu pra liberar um espaço no armário e render uma graninha extra. Marie Kondo já diria que temos que manter em casa só aquilo que nos faz feliz, então bora fazer essas roupas circularem!

5. Assistir “Red Table Talk”
por Jennifer Baptista

Dia desses, no Twitter, me deparei com excerto de uma entrevista da Willow [Smith], em que ela contava para a mãe e avó sobre a experiência de ter ingressado no showbiz aos 9 anos – quando lançou o hino atemporal “Whip My Hair” – e como isso gerou uma pressão absurda na cabeça dela, que resultou até em automutilação. Eu fiquei bem emocional com o relato e quis ir atrás da entrevista completa. Acabei descobrindo que não era uma entrevista, mas sim um programa idealizado por três mulheres incríveis. Red Table Talk é uma série transmitida pelo Facebook Watch onde três gerações se reúnem ao redor de uma mesa para discutir assuntos importantíssimos. Nele, Jada Pinkett Smith, sua mãe Adrienne Banfield Norris e sua filha Willow abrem o coração em temas como perda, família, o olhar sobre o próprio corpo e mais importante sobre healing. O programa, que estreou no dia das mães, fala sobre evolução, sobre aprender com os erros e experiências e permitir-se mudar aquilo que nos incomoda, que nos faz mal. Mais do que isso, fala sobre o relacionamento entre mulheres, sobre derrubar paradigmas de rivalidade feminina e que há algo de muito belo em todas nós. Foi minha descoberta de maio e eu recomendo que todas – e todos – assistam.

6. Fazer máscara facial com argila verde
por Gabriela Cavalheiro

Depois que uma amiga me apresentou o mundo mágico das máscaras faciais de argila, meu mundo não foi mais o mesmo. Tá, talvez eu esteja exagerando um pouco, mas eu gostei muito da experiência! Seguindo as indicações da miga, comprei uma argila verde em pó da marca Ervas Raízes por apenas R$ 6,90 na Banca 12 do Mercado Público de POA e venho utilizando desde então. É só misturar uma colher de argila com uma colher de água, aplicar no rosto recém lavado e esperar uns 15, 20 minutinhos. Depois, é só lavar o rosto para retirar toda aquela gosma verde da tua cara e voilà! Gostei bastante porque a minha pele sempre parece mais ~calma~ depois de aplicar a máscara e as marcas – de espinha, olheiras e inchaço – dão uma boa amenizada. Tem sido muito bom tirar um momento da minha semana para cuidar de mim mesma, da minha pele e me amar um pouquinho. Segundo o Google, a argila verde tem propriedades cicatrizantes, antissépticas, esfoliantes, desintoxicantes e muito mais. Sem contar que é muito mais barato investir em 1kg de argila em pó ao invés de comprar o potinho caro na farmácia. Ah, só pode usar uma vez por semana, se não pode ressacar a pele.

7. Começar terapia
por Natasha Heinz

Baseado na mesma ideia da minha outra dica de que eu queria estar com a cabeça no lugar certo nessa fase de transição na minha vida, resolvi começar a fazer terapia. Isso era algo que queria começar há anos, mas sempre inventava uma desculpa tipo “não tenho dinheiro”, “não tenho tempo”, “tô me mudando pra outro país”. Numa segunda-feira, depois de algumas noites acordando preocupada com bobagens, pedi indicação pra uma amiga e marquei minha primeira sessão de terapia. E, sério, eu estou adorando. As pessoas dizem que não têm muito a dizer nas primeiras sessões, mas eu passo todo o tempo falando sem parar. Além disso, eu tô muito confiante com o quanto isso vai me ajudar a resolver mais das coisas que preciso e fico inventando desculpas para deixar de lado. Sério, é um alívio. Inclusive, já comecei a pensar no que preciso contar pra ela na próxima sessão.

Confira as nossas indicações anteriores:

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