6 autobiografias femininas para você prestigiar autoras mulheres

Esses tempos me deparei com posts de pessoas pedindo indicações de escritoras mulheres ou fazendo campanhas pra prestigiarmos mais, e foi aí que me dei conta que sempre preferi ler autoras femininas. Dos livros de humor ao mais dramáticos, passando por poesia ou temáticas juvenis, provavelmente pela identificação a literatura delas sempre me prendeu mais.

Recentemente, um dos meus gêneros preferidos é o autobiográfico e, obviamente, os escritos por mulheres me interessam mais.

Persépolis – Marjane Satrapi

Já citamos o livro nesse post e eu só fui ler recentemente. Ele é incrivelmente maravilhoso e, apesar de pensar “como não li antes?”, fico feliz de ter lido agora. Imaginei uma pessoa superparecida comigo vivendo no Irã em período de guerra, tendo que lutar contra imposições conservadores pesadíssimas, principalmente para mulheres. Ele é todo em quadrinhos e, além da história ótima, é lindo de se ver.

Eu sou Malala – Malala Yousafzai (com Christina Lamb)

Seguindo a mesma linha, Eu sou Malala conta sobre o momento em que o Talibã tomou conta do vale do Swat. Malala, que era filha de professores ativistas, resolveu enfrentar as autoridades e lutar pelo direito de estudar. Ela acabou sendo perseguida e levou um tiro na cabeça, porém sobreviveu (isso não é spoiler, ok? Meio que foi notícia no mundo rs). Ela se tornou a mais jovem ganhadora de um Prêmio Nobel da Paz e hoje em dia é ativista dos direitos humanos e das mulheres. Vale MUITO a pena. O livro é tão bem escrito que é daqueles que faz você se sentir lá, junto com ela.

A garota da banda – Kim Gordon

Na minha fase mais roqueira fui à dois shows do Sonic Youth e, apesar de não ser uma banda que costumo ficar ouvindo em casa, os shows são absurdos. Em ambos, eu não conseguia tirar os olhos da Kim Gordon e ela é boa parte da minha simpatia pela banda – é um universo masculino, cada mulher no rock já é uma ídola pra mim. O livro parte do divórcio dela de Thurston Moore, também seu parceiro de banda, e faz uma viagem no tempo desde a infância da Kim. Confesso que uma das minhas partes preferidas é quando ela conta sobre a amizade com Kurt Cobain, por quem ela tinha sentimentos quase maternais. Amo e recomendo.

Man Repeller – Leandra Medine

Quem gosta de moda certamente deve conhecer o blog Man Repeller, mais um desses de “look do dia”, mas com a originalidade de Leandra Medine. O nome, apesar de autoexplicativo, é porque as roupas mais fashionistas sempre são odiadas pelos homens. Ta, mas e daí? Bom, no livro dá pra entender um pouco melhor o lado dela, desde bullyings passados por gostar de coisas diferentonas desde a infância, até histórias engraçadas em relacionamentos amorosos. Cada capítulo fala de uma peça de roupa, digamos, peculiar. Leitura divertida e leve.

Girlboss – Sophia Amoruso

Apesar da série focar muito nos relacionamentos de Sophia, o livro é bem focado em carreira, inclusive traz vários depoimentos de outras “Girlboss”. Dá pra entender mais profundamente como foi todo o trabalho dela, os detalhes e cuidados que ela teve pra se destacar. Minha única crítica é o quanto ela reforça que “se você quer, você chega lá”. Sabemos que não é bem assim.

Rita Lee – Uma autobiografia – Rita Lee

Rita Lee escancara sua vida nessa autobiografia. Muito legal ouvir do ponto de vista dela histórias como dos Mutantes, por exemplo. E dizem que vai virar filme!

Bônus: A amiga genial – Elena Ferrante

Essa é a faixa bônus pelo seguinte motivo: ninguém sabe se essa tetralogia é autobiográfica ou não. Na verdade, ninguém sabe quem é Elena Ferrante e sela realmente existe sob esse nome. Sendo a protagonista dessa obra também chamada Elena e trazendo a riqueza de detalhes que traz, surgiram os rumores de que essa poderia ser a biografia da escritora. Talvez, ela só seja realmente tão boa que conseguiu criar todo esse universo de duas amigas napolitanas, amigas da infância até a velhice. A história, por ser sobre duas mulheres, mostra as mais diversas formas de machismo que sofremos ao longo da vida, porém sem tornar esse o foco ou problematizar em cima de questões. Aparece apenas em forma de relato, deixando o leitor perceber e sentir. Incrível, incrível, incrível. Melhor coisa que li nos últimos tempos. Por isso, mesmo sem ter certeza se é uma autobiografia, precisava deixar a indicação.

Mais leituras:

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