DARK: a série alemã da Netflix que vai te deixar louco!

A diferença entre passado, presente e futuro é apenas uma teimosa e persistente ilusão. – Albert Einstein

Em meio à repercussão da segunda temporada de Stranger Things e das expectativas para a quarta temporada de Black Mirror, a Netflix lançou uma série que deixou todo mundo que assistiu doido. Para muitos, porém, Dark acabou passando em branco e é nosso dever enaltecer e falar para você o quão incrível essa série é.

Estamos tão acostumados com o cinema e TV estadunidense e britânico, que assistir a uma produção que foge desses padrões é refrescante. Com dez episódios que deixam o espectador vidrado na telinha, Dark é uma série alemã () recheada de mistérios, teorias da conspiração e nós no cérebro de quem não presta atenção. Aliás, isso é um ponto importantíssimo: você precisa realmente prestar atenção. Muito. Sério.

O ano é 2019 e nós estamos em Winden, uma cidadezinha no interior da Alemanha conhecida por ser um polo de energia nuclear. A população, aparentemente pacata, guarda muitos segredos, mistérios e atitudes que são transmitidas de geração em geração. Tudo é conectado – principalmente aquilo que você nem faz ideia.

A trama começa em 29 de junho com o suicídio de Michael Kahnwald, que deixa uma carta com instruções específicas de ser aberta apenas em 04 de novembro às 22h13. O tempo passa e chegamos ao fatídico dia. Nesse momento, Winden lida com o desaparecimento de um adolescente, Erik Oberndorf, que parece ter sumido no ar. Para um dos policiais, Ulrich Nielsen, o caso e sua investigação fracassada se parecem muito com o desaparecimento de seu irmão, Mads, que acontecera 33 anos antes.

É nesse momento que conhecemos Jonas Kahnwald, que retorna após meses afastado devido ao suicídio de seu pai e tenta retomar sua vida de “adolescente normal”. Porém, uma vida normal não será uma opção, já que outro desaparecimento acontece perto da caverna da cidade e coisas bem estranhas passam a acontecer em Winden, incluindo o aparecimento do corpo de um menino com roupas e acessórios dos anos 80.

Bem, esse é apenas o ponto de partida de uma história que será contada em três épocas diferentes ligadas por um elo temporal, com tramas que se complementam e interagem entre si (ou deixam quem está assistindo ainda mais confuso).

dark-netflix

Apesar de ter alguns personagens com mais tempo de tela, não consigo perceber que haja apenas um protagonista na série. Pelo contrário, cada um dos personagens tem papel indispensável na trama, cujo protagonista real acaba sendo a cidade de Winden. As atuações são brilhantes, fazendo com que compremos seus dramas e nos tornemos parte de suas histórias, de seus segredos. O casting, desde as crianças até os velhinhos, é precioso.

1953. 1986. 2019. Justamente porque a série se passa em três períodos diferentes, muitos personagens aparecem em épocas diferentes das suas vidas. E algo muito legal é que eles conseguiram encontrar atores muito parecidos para viver os mesmos personagens. É como se fosse a mesma pessoa! Esse cuidado só demonstra ainda mais como Dark é bem feita.

Ao contrário do que muitos pensam, não há nada de terror nessa série – pelo menos não aquele terror com sustos e tudo mais. Há, sim, um terror psicológico rondado por uma atmosfera de suspense e mistérios por todo o lado. É uma série tensa, pesada, cinza. O tempo todo.

Falando em cinza, é preciso falar sobre a fotografia desta série. É um deslumbre visual a cada quadro. O trabalho do diretor (Baran bo Odar) e do cinematógrafo (Nikolaus Summerer) aqui é impecável! As cenas são lindas, os paralelos criados de uma época para a outra, as referências dentro da própria série, tudo é feito com extremo cuidado. É uma série que vai fazer você ficar atento a cada pequeno detalhe.

Sobre os detalhes, inclusive, vale ressaltar como é feita toda a caracterização da série – desde o figurino nos diferentes tempos até a escolha das cores, que pontua quando as coisas estão fora de seu tempo ou até mesmo quando um personagem encontra-se deslocado e “fora” do seu lugar.

Ainda nos quesitos técnicos, a trilha sonora de Dark, assinada por Ben Frost, é essencial para a criação de toda essa atmosfera sombria. Ela é sempre muito marcada e não há como escapar dela.

Há muita gente por aí comparando Dark a Stranger Things, mas não se deixe levar por isso. Embora eu ame a segunda, não há realmente nada que conecte as duas. São séries completamente diferentes, tanto em clima quanto em trama. Na verdade, não se deixe influenciar por nenhuma comparação que façam à Dark. Apesar de tratar de um tema bastante comum na ficção científica, ela é uma série diferente de tudo que eu já assisti e vale a sua audiência.

A segunda temporada já foi confirmada pela Netflix e depois daquele cliffhanger de tirar o fôlego, eu mal posso esperar pelo que o futuro (será?) trará para Dark.

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