36 discos de 2017 – parte 02

Leia a parte 01 também.


Dua Lipa – Dua Lipa

por Julia Meinhardt

Imagina se a dona do hino “New Rules” não ia aparecer nessa lista. Dua Lipa, a.k.a RAINHA, surgiu como quem não quer nada, em uma lista de descobertas no spotify em 2016. Os singles “Hotter Than Hell” e “Blow Your Mind” são apenas um teaser maravilhoso do álbum que ela lançou em 2017. As 17 faixas que compõem o álbum são um mix de emoções que te convidam a dançar (“New Rules”), sorrir (“Genesis”), chorar (“No Goodbyes”), pensar no crush (“Thinkin’Bout You”) e até no embuste do ex (“IDGAF”). O álbum é uma montanha-russa de sentimentos e a Dua Lipa é aquela amiga que entende que um dia você tá apaixonada e no outro tá fazendo promessa de que nunca mais vai atender ele (é serio, não atende, ok?). A moça conquistou o seu lugar no coração de todo mundo e agora é só esperar pelos próximos lacres!

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Bleachers – Gone Now

por Cindy da Rosa

Nunca imaginei que chegaria o dia em que eu fosse dizer que um dos meus álbuns favoritos de 2017 ia ser algo tão indie quanto Gone Now, do Bleachers. Por anos eu acompanho o trabalho de Jack Antonoff através de artistas como Taylor Swift e Lorde, mas nunca me atrevi a ouvir seu som até me deparar com “Don’t Take the Money”. Uma música que me permite vivenciar o turbilhão de sentimentos dentro de mim, é também responsável por abrir meus ouvidos para outras obras primas desse cd. Entre músicas como “Everybody Lost Somebody” e “Let’s Get Married”, eu encontro hinos dançantes sobre todos os momentos da minha vida. Jack tem o dom de colocar em palavras confusas e relacionáveis, toda a confusão que passa na sua cabeça e foge de todas os clichês do pop atual. Honestamente, mal posso esperar pelas próximas 12 músicas deste homem.

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SZA – CTRL

por Leonardo Francisco

Após divulgar uma série de EPs e mixtapes, SZA (lê-se Siza) lançou em 2017 seu álbum de estreia, intitulado CTRL. Assumidamente influenciada por artistas como Lauryn Hill, Björk (what?) e Frank Ocean (<3), a cantora apresenta letras fortes e confiantes, ao mesmo tempo que inseguras e frágeis em um álbum que trata de empoderamento feminino, liberdade sexual e decepções amorosas sem medo de apresentar intimidades e detalhes sórdidos de seus relacionamentos. Em 2017, ela concorreu ao VMA e ao EMA de artista revelação, além de estar encabeçando diversas listas de melhores álbuns do ano, como a da revista Time. Toda essa aclamação, junto com suas habilidades como cantora e compositora, renderam a SZA cinco indicações ao Grammy de 2018, sendo a artista feminina mais indicada do ano. Possui uma lista de fãs que inclui nomes singelos como Kendrick Lamar e Rihanna.

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St. Vincent MASSEDUCTION

por Carina Schröder

MASSEDUCTION é o quinto álbum da talentosíssima e versátil St. Vincent, um álbum que eu só tenho coragem de escrever o nome assim, usando todas as letras maiúsculas porque é essa a grandeza que ele merece. Em uma primeira ouvida, o álbum pode parecer apenas mais um lotado de meta-músicas pop sobre pop (Los Ageless é um hit instantâneo, com as guitarras e batidas pegajosas aliadas a uma letra crítica-engraçadinha). Mas o álbum não é apenas da artista St. Vincent. Prestando atenção nas letras, o álbum é de Annie Clark. Com letras cruas e transbordando sentimentos e intimidades de relacionamentos, você se pega lacrimejando quando estava dançando há apenas 4 minutos antes. Com toda certeza, apesar de ter sido lançado em Outubro, MASSEDUCTION é um dos grandes álbuns do ano de 2017. E com certeza em 2018 ouviremos ainda mais sobre ele. St. Vincent é uma artista completa – e mostra isso a cada álbum que lança. O álbum é explosivo e ao mesmo tempo um afago. Você não tem tempo de respirar entre as músicas porque elas te comovem do início ao fim. Você está em NY, você tomou todas aquelas pílulas, você encontrou o Johnny, foi até Los Angeles (ops), perdeu um amor e se sentiu completamente sozinho na área de fumantes. Minha sugestão é ouvir esse álbum primeiro quando estiver acompanhado e aproveitar todas as distorções de guitarra e depois quando estiver sozinho, absorto na profundidade da alma de Annie Clark.

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Foo Fighters – Concrete and Gold

por Louisiane Cardoso

Foo Fighters continua mantendo a qualidade, o peso e, principalmente, a irreverência nas musicas em Concrete And Gold. Ouvir a voz de David Grohl é como ser convocado para gritar junto com ele cada hino deste disco e aproveitar cada segundo de muito bate-cabelo roqueiro.

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Kendrick Lamar – Damn

por Roberta Reis

Sem mudar sua essência ou deixar de lado a temática racial, Kendrick Lamar nos presenteou em 2017 com DAMN., esse nome simples de uma palavra só com letras em caixa alta seguida de ponto final – assim como todas as faixas do álbum. Ele que vem se tornando cada vez mais conhecido e tem feito parcerias com diversas cantoras, consegue ainda manter sua ‘vibe’ num álbum que beira o pop. Pouco antes de lançar o disco completo, foi divulgada “HUMBLE.”, uma bomba que já dava uma palhinha do que vinha a seguir: o álbum que contém, segundo o próprio em entevista pra Vice seus “melhores versos”, na faixa “FEAR”.

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Ed Sheeran – Divide

por Renata Carolina

Eu poderia dizer que o melhor álbum lançado em 2017 foi Divide, do Ed Sheeran, só por ter “Dive” nele, a melhor balada do mundo. Mas ainda tem “Happier”, pra segurar o cotovelo e chorar no cantinho. Tem “Perfect”, que – desculpa desde já o trocadilho – é perfeita. Tem “Supermarket Flowers”, que faz todo sentido. Tem “How Would You Feel”, que dá vontade de dançar abraçadinho. Tem “Hearts Don’t Break Around Here”, que demorou pra me conquistar, mas conseguiu. Tem “Save Myself”. E ainda tem “Castle On The Hill”, pra cantar a todos pulmões rodeado com os melhores amigos em alguma noite estrelada pelo mundo. Com uma coletânea de baladas maravilhosas (que só o Ed poderia fazer), o álbum ainda tem as mais dançantes. Não minhas preferidas, mas ainda assim músicas que pegam a gente de jeito. A famosa “Shape Of You” não me deixa mentir; “Galway Girl” não me deixa em maus lençóis. Já “Bibia Be Ye Ye” dá vontade de dançar só lendo o nome. Todas essas músicas só provam uma coisa: o play no Ed é sempre um conforto pra alma, um presente para os ouvidos.

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Mallu – Vem

por Rafael Duarte

Em tempos de incerteza no Brasil e no mundo o quarto disco solo de Mallu Magalhães é uma ilha de celebração da vida. Menos introspectivo que os trabalhos anteriores, Vem é uma coleção de canções sobre o amor e o cotidiano cantadas por uma mulher dona de si e que parece, sobretudo, feliz. Alguns talvez digam que a compositora foge das questões de seu tempo, mas há temas que são atemporais e é sobre isso que Mallu quer falar. Além disso, apesar de ter se mudado para Lisboa, este é o mais “brasileiro” de seus trabalhos. As canções estão recheadas de samba e bossa nova, acompanhadas sempre da guitarra solar que Marcelo Camelo, produtor do disco e marido de Mallu, já havia explorado na Banda do Mar. No fim, Vem é a trilha sonora perfeita para passeios de verão dos corações apaixonados, quando o noticiário é o que menos importa.

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Katy Perry – Witness

por Nana Soares

Na verdade esse álbum tá aqui só pra equipe do site mostrar que é imparcial kkkk. Longe de ser um sucesso comercial como os álbuns anteriores, Witness mostrou uma nova Katy Perry. Para quem é fã, a nova sonoridade não soa tão diferente assim, já que o Prism já dava vários indicativos de que Katy queria tentar algo diferente. A mudança, junto com o novo visual que afasta Katy da imagem pin-up que tanto fez sucesso, assustou e refletiu nas charts, mas o álbum ainda assim conseguiu emplacar swish swish, bish no nosso vocabulário e ter uma turnê aclamada pela crítica.  Enxergo o álbum como um trabalho de transição entre duas Katy Perrys – e espero que assim o seja, porque vou ficar muito triste se ela voltar ao que era antes só por causa do sucesso comercial e do dinheiro que ela já tem. Katy Perry claramente quer ir pra outros lugares – e vamos deixar, gente!

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É referência a Salvador Dali, tá @? É o conceito

Major Lazer – Know No Better

por Vinicius Nunes

Se você quer uma pista de dança fervendo ou mesmo agitar aquela concentra com os amigos, uma coisa é certa: Major Lazer no talo e o sucesso será garantido. O álbum (ou EP) do ano vem desse maravilhoso trio, que assombrou o planeta em 2015 com “Lean On” sendo a música mais tocada daquele ano. Know no Better é um passeio pelo mundo. E um passeio ultra dançante. Teve o hit do ano brasileiro “SUA CARA” (puta que pariu que música boa do caralho). Dez entre dez djs 10 tocaram essa pra pista bombar esse ano. Além do Brasil super bem representando com Anitta e Pablo Vittar, temos uma ida bem sucedida pela latinidade com “Buscando Huellas”. Sean Paul e principalmente J Balvin prestam uma bela contribuição para esse ótimo reggaeton. “Front of the Line” é um petardo sonoro, juntamente com “Jump”. “Particula” tem influências do afro beat africano com um vocal bem atraente, além dos sintetizadores bem sincronizados. A faixa que dá nome ao EP também merece sua atenção. Quavo, Travi$ Scott e Camila Cabello deram sua contribuição que super casou com a batida da música. Enquanto a dupla adiciona o peso do hip hop, Camila esbanja doçura e sensualidade, na sua vibe pop.

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Flora Matos – Eletrocardiograma

por Jéssica Teles

Depois de sete anos no forno, a rapper brasileira Flora Matos apresentou o seu primeiro álbum intitulado Eletrocardiograma. As batidas do disco são pulsantes, e Flora Matos se encontra envolvida por muitos sentimentos e confissões românticas. Ela abre seu coração e traz à tona os seus próprios tormentos e experiências amorosas em um disco que tem amor pra dar e vender. Eletrocardiograma é sobre aquelas paixões que nos fazem acreditar que não dá pra viver sm. É sobre um coração exausto e a falta de responsabilidade emocional. Em cada letra, Flora faz uma reflexão sobre o amor próprio e como ele é capaz de mudar vidas. A gente sabe que um coração partido é uma experiência verdadeiramente revolucionária e nesse disco, a rapper foi capaz de criar uma narrativa que, ao invés de fazê-la aceitar a dor de um relacionamento que não deu certo, a fez levantar a cabeça e seguir em frente. E é dessa forma que Flora Matos tece conclusões em um disco que traz alívio para quem escuta, pois a ordem das músicas parece ser uma linha de acontecimentos que contam a história desse coração partido.

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Reputation – Taylor Swift

por Matheus Conci

O maior desafio de escrever sobre qualquer material de Taylor Swift é que sua vida pessoal está envolvida, e ela faz questão nenhuma de esconder. Ou melhor, de mostrar os limites. reputation consolida a guinada para o pop iniciada com o seu álbum anterior, e a torna, sem dúvida, na maior artista pop da nossa década. As letras cheias de referências dos acontecimentos mais recentes – o vazamento editado do casal Kim e Kanye, o término com Calvin, o caso relâmpago com Tom Hiddleston e o atual affair com o desconhecido Joe Alwyn – serão o máximo de exposição que a mídia irá conseguir. O conceito da nova fase restringe o contato com jornalista e deixa que as vendas de seu trabalho causem notícia. E nisso, Taylor dá bastante trabalho mesmo. “Look What You Make Me Do” foi o primeiro grito de que vinha mais deboche – características que já havia explorado em “Bad Blood”, “Mean” e “We Are Never […]” – e que continua com a dançante “This is Why We Can’t Have Nice Things”. Letras como “Delicate” e “I Did Something Bad” mostram que ela continua afiada e compondo belamente, falando ainda sobre seus erros e seu jeito desengonçado. “Dress” choca os mais conservadores com a frase “Only bought this dress so you could take it off”, “Getaway Car” foi comparada com a obra de Madonna e “Dancing With Our Hands Tied” é minha torcida para single. Até mesmo “Gorgeous”, massacrada como seu pior single de muito tempo, é digerida depois de umas três vezes. “Are You Ready?” e “End Game” também merecem menções honrosas, assim como “Call It What You Want” e “New Year’s Day” que encerram o álbum provando que ela não vai abandonar o tom melancólico e amoroso que a consagrou como a maior musicista do nosso século. Queira você ou não, vamos falar muito dela e do que ela faz como trabalho, afinal, reputação é uma coisa que só alguém como Taylor Swift poderia lidar e manipular como a cobra que é. Uma verdadeira naja que amamos.

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