Mr. Mercedes e por que é impossível escapar Stephen King em 2017

2017 está se consagrando como o ano do mestre do terror Stephen King. Por que? Bom, o ano conta com o lançamento da série The Mist, dos filmes de A Torre Negra, a refilmagem de IT, a minissérie Castle Rock e, por fim, Mr. Mercedes. #MandaMaisQueTáPouco

Entre todas essas estreias, decidi falar um pouco mais sobre a obra mais recente do autor: Mr Mercedes.

Quando soube que Stephen King se arriscaria na literatura policial, tive medo de sua escrita acabar perdendo um pouco a personalidade, visto que o escritor é conhecido por sua prolixidade e já imaginei um livro de 1000 páginas com, pelo menos, 300 de descrições desnecessárias. Mas isso não aconteceu, fui surpreendida com um thriller de suspense e muita ação. Uma obra prima que só poderia ter saído da mente do mestre do terror.

Imagine centenas de pessoas que acordaram cedo, ou pior, algumas nem dormiram para conseguir um lugar na fila de uma feira de empregos e de repente um Mercedes avança contra a multidão e atropela e mata dezenas delas, inclusive um bebê. É com essa cena que o detetive Bill Hodges se depara ao chegar ao local do crime, uma cena que ele nunca conseguirá esquecer, principalmente porque o responsável pelo crime nunca foi preso. Essas memórias continuam vindo a sua mente mesmo após se aposentar e o invadem principalmente quando recebe uma carta do assassino, mais conhecido como Mr. Mercedes, assumindo a autoria do crime e “convidando” o ex policial a uma corrida de gato e rato.

No decorrer da história entraremos na mente do criminoso e veremos que Mr. Mercedes, ao perder a adrenalina proporcionada pelo seu crime perfeito, se volta a observar o ex detetive e terá apenas um objetivo: mostrar sua superioridade frente à Bill Hodges.

Stephen King nos brinda com uma história de suspense de dar inveja a grandes nomes do gênero, como Harlan Coben. A ansiedade do leitor em devorar o livro não se dá por querer saber quem é o assassino, visto que ele nos é apresentado nos primeiros capítulos da trama, mas pelo caminho que Bill Hodges terá que percorrer para prendê-lo.

Neste livro a profundidade do protagonista, presente em todas as obras de King, se transfere para o antagonista que se apresenta como um personagem sagaz e perturbado.

Como grande parte dos fãs de Stephen King sou uma pessoa apaixonada por seus livros e que torce o nariz para algumas adaptações, mas estou bem empolgada com série que estreou em agosto (ainda sem canal para transmitir no Brasil #NetflixAjudaNóis). Alguns episódios serão dirigidos por Jack Bender, que foi diretor em episódios de Lost (melhor série), Game of Thrones (melhor série²) e Sopranos (melhor série DO MUNDO), além da adaptação de outra obra do SK, Under The Dome (Shame! porque foi uma série bem fraquinha, nem o Hank de Breaking Bad salvou).

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