Música da Semana #35: Behind Closed Doors – The Strypes

Música da semana é a nossa ~nova série aqui no 36. Cada sexta, vamos escrever um textão falando sobre alguma música que passou a semana inteira no repeat. Porque a gente gosta de compartillhar a vida e porque sim. 

Nessa sexta-feira foi especialmente difícil escolher uma música da semana. Digo isto, porque esse dia foi/está sendo inundado com lançamentos extraordinários. Na verdade, começou na quarta-feira, com o The Killers lançando “The Man”. E hoje tivemos Arcade Fire, Lorde, Portugal. The Man, The Drums, Royal Blood e George Ezra.

Foi difícil. Pra caramba. Porém, acabei por escolher pelo lançamento que mais aguardava. Direto da Irlanda, meus quatro lads do Strypes lançaram seu quarto álbum de estúdio, Spitting Image, e eu preciso contar pra vocês sobre isso.

Para quem desconhece The Strypes, um breve histórico: a banda começou em meados de 2010 e é formada por Ross Farrelly, Pete O’Hanlon, Evan Walsh e Josh McClorey. Na época, os guris tinham entre 14 e 16 e decidiram fazer música inspirados pelas coleções musicais de seus pais e contato com instrumentos que tiveram desde pequenos. Seu rock and roll sempre foi muito influenciado por grandes nomes dos anos 50 e 60 – mas não pense que eles ficaram presos ao passado, muito pelo contrário. Sua sonoridade homenageia o que passou, reconhece fortemente suas influências, mas olha pra frente e se renova a cada novo lançamento. Tanto que é possível observar claramente os desenvolvimentos musicais – seja por mudanças naturais, como a puberdade e as mudanças nos vocais de Ross, ou por um domínio melhor de instrumentos e o desejo por ir além e inovar em suas canções.

O Strypes sempre fez, desde o início, “música de adulto”, mas nos apresenta hoje um álbum mais maduro do que nunca. Seguro de si e prova de que todas as apostas feitas na banda – por grandes nomes, como Elton John e Dave Grohl – não foram em vão.

Spitting Image é um achado musical. O álbum mantém muito bem sua unidade sonora, mas visita muitas paisagens diferentes, que provocam as mais variadas sensações. Pode parecer meio vago, mas é meio que uma marca do Strypes – a quantidade de referências, ritmos e instrumentos que eles conseguem misturar para produzir um resultado brilhante. Criei expectativas enormes e, não porque eu sou uma das fãs mais orgulhosas deles, mas não fui desapontada em nenhum momento. Por mais que eu não soubesse o que esperar, já que eles sempre surpreendem positivamente, o álbum é tudo aquilo que eu queria.

Nesse meu primeiro contato com o Spitting Image, um fato curioso aconteceu, que se deu graças ao fato de o Spotify criar uma “rádio aleatória” depois que um disco termina de tocar. Assim que “Oh Cruel World” – grande música, by the way – acabou, o player começou a tocar “You Can’t Judge A Book By The Cover”, que vem a ser a primeira música que eu ouvi da banda, lá em 2013 (ou 2014).  É um dos primeiros lançamentos deles, um cover, que faz parte do EP Young, Gifted & Blue. Algo totalmente sem querer que só veio a comprovar por a+b todo esse crescimento que eles tiveram durante esses anos.

Mas chega dos meus devaneios desse post que já virou praticamente um review do disco – sorry not sorry! A música da semana eu já conhecia antes do lançamento, mas ouvi-la como parte integrante do disco fez tudo ainda mais fechadinho e completo. “Behind Closed Doors” é a responsável por abrir o disco e dar as boas vindas ao novo momento da carreira de The Strypes. Por mais que seja a apresentação a essa nova fase, ela tem esse sentimento que eles sempre trazem com seu som, tem a “cara da banda”. E ainda mostra todo o potencial vocal e instrumental que eles têm. É rock and roll da melhor qualidade – música da melhor qualidade. Pra completar o pacote, “Behind Closed Doors” ainda conta com um clipe incrível, dirigido pelo talentoso Finn Keenan, que demonstra toda a irreverência dessas quatro lads.

De Cavan, pra vocês. Enjoy!

P.S.: Enquanto eu finalizava este post, às 6h30 da manhã, a banda divulgou o clipe de “Great Expectations”. E vocês precisam assistir. De nada.

P.S. 2: O Evan no saxofone – nesse clima todo ~antigão do clipe – pra matar todos nós.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s