A importância do feminismo de Little Mix na cultura pop

O cenário pop mundial vem cada vez mais abrindo suas portas para o girl power no decorrer dos anos. É de tremenda importância que a música acompanhe as mudanças sociais que estão tomando forma no mundo e que cantoras que falam sobre, se declaram ou possuem atitudes feministas trilhem seus caminhos aos topos das paradas musicais. Em um universo predominantemente masculino, o espaço de uma mulher é conquistado a custo de muito trabalho e suor. Cantoras como Beyoncé e Madonna lutaram para que todas mulheres tivessem a oportunidade de fala e cada vez mais artistas tem conquistado o público com seu talento.

É vital valorizar esse privilégio conquistado (e não dado como acontece com os homens) e apoiar toda e qualquer garota que expõe seu trabalho; mesmo que não concordemos com seu discurso, temos o dever de defender o direito de fala de todas elas. A lista de artistas que contribuem para o movimento feminista se expande além de nossa capacidade de citá-las aqui, principalmente se considerarmos o simples fato de ser uma artista mulher no mundo sexista em que vivemos um ato feminista. O que queremos dizer com isso é: mesmo que a artista não tenha se definido como feminista ou que o seu trabalho não fale diretamente sobre o assunto, já é girl power simplesmente por ser uma mulher tendo a oportunidade de liderar uma narrativa no mundo da música.

Hoje a girlband Little Mix lançou o uma versão repaginada (em parceria com Stormzy, amém) de seu novo single Power, uma música que fala abertamente sobre sexo e clama que quem possui o poder em tal relação é a mulher.

Decidimos aproveitar a divulgação desse hino feminino para discutir a importância da banda no cenário do pop mundial. Nós reconhecemos que as garotas ainda tem muito para aprender sobre o movimento feminista e que já pisaram na bola algumas vezes, mas acreditamos que todos estamos suscetíveis a erros, ainda mais quando se trata de uma mudança social tão grande quanto essa. Nosso objetivo com esse post é simplesmente pontuar como a girlband colabora para o empoderamento da mulher na música, e como é importante a mensagem que elas estão mandando, visto que grande parte de seus fãs são adolescentes.

“Girl power is what we’re about. It’s what we stand for as a group. We want to do everything we can to make women feel better about themselves.” (Leigh-Anne Pinnock)

Elas são uma girl band

Sem querer afirmar o óbvio, mas o fato de elas serem uma banda formada exclusivamente por garotas é feminismo em sua mais pura forma musical. Depois das Spice Girls, elas foram a primeira girlband a entrar nas paradas musicais com um hit atrás do outro e as primeiras a ganhar o programa britânico X-Factor. Criada por Simon Cowell (o mesmo ser iluminado que criou One Direction), a banda se sobressai em um cenário no qual boybands são mais notadas simplesmente por serem formadas por garotos. Nós sabemos como funcionam as engrenagens do mundo e que elas privilegiam homens de maneira cega, então o fato de as garotas estarem crescendo cada vez mais é girl power puro!

Talento de sobra

É comum entre bandas nas quais todos os integrantes cantam que tenha um ou outro que não seja lá grandes coisas (oi Niall Horan e Louis Tomlinson #nohate). Isso claramente não acontece com o Little Mix, visto que o talento do grupo é absurdamente proporcional e cada uma delas tem um potencial enorme dentro de si. Cada vez que uma das garotas abre a boca para cantar é um show de genialidade e nossos queixos sempre caem em surpresa de que pessoas assim existem no mundo. Mais conhecidas por seus hits animados, elas fazem acapella como num outro grupo já fez, mostrando que tudo o que um homem pode fazer, mulheres podem fazer dez vezes melhor. Nós te desafiamos a ouvir isso e não virar fã:

A representatividade é o forte delas

Na primeira olhada já é possível ver a representatividade presente no grupo: cada garota possui diferente etnicidade, formato de corpo e personalidade. Além de sua aparência, elas são versáteis em suas músicas e não tem medo de mostrar uma gama diversificada de identidades. Assim como elas empoderam ao ter atitudes sensuais, elas empoderam ao mostrar seu lado mais geek, se tornando relacionável através de suas singularidades.

Os hits não mentem

O single que a alavancou a carreira da banda, intitulado “Wings”, é um hino empoderador para todos que sentem como se não fossem capazes de realizar seus sonhos, o que define muito bem a discografia que viria nos anos futuros. Com músicas como “Boy”, que incentiva garotas a deixar seus relacionamentos abusivos, e “Salute”, um hino feminista que pede a união das mulheres, suas músicas tem em comum o empoderamento do seu público feminino. Tal poder se manifesta de diversas maneiras e o mais recente álbum da banda, Glory Days, é a prova disso: entre músicas como “Power” e “Down & Dirty”, com suas letras sensuais e discurso estilo “meu corpo, minhas regras”, e “Touch” e “Your Love”, que mostram a vulnerabilidade de estar apaixonada, as garotas cobrem todos espectros opostos do feminismo, mas nunca nos fazem questionar quem está no controle.

Seja falando de amor, conquistas, bullying ou amor próprio, as garotas do Little Mix deixam claro para o mundo inteiro que elas vieram para desmistificar a insignificância de girlbands e principalmente que, em um mundo de fenômenos efêmeros, elas vieram para ficar.

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