5 livros que são melhores que os filmes

Para celebrar o Dia Mundial do Livro, comemorado no dia 23 de abril, decidimos por trazer aquelas obras literárias que sofreram quando adaptadas para o cinema – ou que só são melhores que o filme. Acompanhe a lista e veja se concorda com a gente.

As Vantagens de Ser Invisível

Este é um caso muito delicado, pois o filme é maravilhosamente bom. Porém, apesar da ótima atuação de Logan Lerman, Emma Watson e todo o charme de Ezra Miller, o livro de As Vantagens de Ser Invisível ainda supera a obra cinematográfica. Como o filme é roteirizado e dirigido por Stephen Chbosky, o autor do livro, as duas obras são bem similares. Ainda assim, o livro é capaz de passar muito melhor todo o caráter introspectivo das cartas de Charlie, assim como deixar claro coisas que no filme ficam somente subentendidas – ou acabam passando batido. Não sei se dá pra dizer que os dois chegam a se complementar, mas, nesse caso, tanto a leitura quanto a sessão valem à pena – mas leia!

Saga Crepúsculo

Não que eu acredite no conceito de “boa literatura”, mas a autora Stephanie Meyer, que trouxe ao mundo a Saga Crepúsculo não é uma das melhores de sua época. Ainda assim, os quatro livros da série ainda são melhores que os cinco filmes blockbusters. Crepúsculo chegou meio tímido, como uma adaptação até que boa do primeiro livro e até uma boa introdução do universo para o público. Era uma aposta, um orçamento não muito grande, é compreensível. Lua Nova até que foi um bom filme, já que o livro é um porre. Só que de Eclipse – o melhor livro – em diante, a maionese desandou terrivelmente. Os filmes ficaram bem vergonha alheia, as mudanças de maquiagem – dos looks dos personagens, às mudanças em cores das lentes de contato – a um bebê Renesmee horroroso, nada conseguiu segurar a saga de um fiasco total.

O Pequeno Príncipe

Clássico francês, O Pequeno Príncipe é uma obra must read na vida. O livro é super curtinho e bom de ler – embora deixe a gente meio mal depois. O musical me faz chorar toda a vez, traz um Pequeno Príncipe cativante e uma raposa brilhantemente interpretada por Gene Wilder (o que torna ainda mais triste o filme após o falecimento do ator). E, por mais que eu AME o filme de 1974, a escrita do Antoine de Saint-Exupéry te faz sentir coisas que eu não sei explicar. Fora que as ilustrações do próprio autor, constroem uma narrativa belíssima. Por razões de adaptação, o filme deixa de fora planetas que o Príncipe visitou, troca a ordem de algumas histórias e traz um final fechado – ao contrário do livro. Embora não seja algo imperdoável, tira um pouco dos pontos da obra original. Assista o filme, pois é ótimo, mas não deixe de ler a história.

O Hobbit

Todos amaremos Peter Jackson eternamente pelo trabalho brilhante que ele fez com a trilogia de O Senhor dos Anéis. Infelizmente, não podemos dizer o mesmo de O Hobbit. Na segunda tentativa de adaptar uma obra de Tolkien, muita confusão aconteceu, estúdio meteu dedo onde não devia e sobrou pro PJ adaptar o prelúdio dos três filmes anteriores, que contava a história de Bilbo Bolseiro. O principal problema é que a Warner decidiu transformar um livro de trezentas e poucas páginas em três fucking filmes. A gente até perdoaria se fossem dois filmes, com muito esforço, mas três ficou realmente difícil. Uma Jornada Inesperada foi um bom filme, tinha aquele espírito aventureiro do livro e voltar para a Terra Média foi algo incrível. Ficamos arrepiados com a versão live action de “Misty Mountains”, música presente no livro, e a grande maioria saiu feliz do cinema. Mas alegria de nerd dura pouco e o que veio a seguir foi só dor e sofrimento – que é o que acontece quando se tenta fazer três filmes de uma história não grande o suficiente. A Desolação de Smaug foi uma bagunça completa. Vimos o filme acabar, mas só tivemos a “conclusão daquele arco” no início do terceiro filme, o que só demostra a falta de noção do que estavam fazendo. Anti-clímax total. A Batalha dos Cinco Exércitos até tenta melhorar as coisas um pouco, mas a criação de um romance inexistente, que vem atrapalhar uma das cenas mais tocantes do livro, além de efeitos horrorosos e um todo meia boca, deixou um gosto amargo nos fãs desse universo fantástico. Gosta de Senhor dos Anéis, mas nunca leu/assistiu O Hobbit? Leia o livro. Fuja dos filmes.

O Guia do Mochileiro das Galáxias

Por mais que eu adore esse filme e ache que ele consiga traduzir pra “vida real” muita coisa da mente genial de Douglas Adams (assim como a série de TV de 1981), não chega aos pés do livro. Que pesado. Não me entenda mal, as adaptações são divertidíssimas e até tem o dedo do autor, porém, a escrita de Adams é inigualável, e algo de sua irreverência e humor único acaba se perdendo na transcrição de uma mídia para outra – tanto por ser uma adaptação, como por terem N fatores envolvidos. Além disso, o filme só pega o comecinho dessa louca aventura especial de Arthur Dente e sua trupe, enquanto a trilogia de cinco livros vai muuuuuito além. Leia.

Anúncios

4 comentários

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s