Os discos das nossas vidas

O 20 de abril celebra o dia mundial do disco. Como não poderia ser diferente, decidimos por falar dos nossos discos – aqueles álbuns que são nossos favoritos ou marcaram nossas vidas de alguma forma. Queremos celebrar a música, vem com a gente!

Made in the AM, One Direction

Por Cindy da Rosa

A dificuldade que eu tive de escolher somente um álbum não pode ser corretamente mensurada e traduzida em palavras. Depois de muito pensar, me rendi a uma decisão que já estava tomada antes mesmo da ideia do post nascer: decidi falar sobre One Direction. Já falei de Made in the AM antes e acredito que não exista um dia que eu vou deixar de citar ele como um dos álbuns mais incríveis da música pop. Lançado em 2015, ele representa o final do grupo, o último trabalho antes de cada um seguir seu rumo e eu ficar órfã de banda favorita. E mais do que isso, ele é o símbolo para o final de um ciclo; do tempo magnífico que eu passei acompanhando cada passo desses garotos e que eu me permiti sentir todas as emoções que ser uma fangirl envolve. É o sentimento de representatividade e de pertencimento que eu descobri em um momento que eu nem sabia que era disso que precisava. Porque essa é a verdadeira mágica que me prende ao One Direction: fazer parte de uma comunidade que ama de uma maneira única, ao extremo, sem saber diminuir a afeição que toma conta de cada partícula dos nossos seres quando se trata dessa banda. Cada faixa desse CD me lembra dos anos maravilhosos que essa fandom me proporcionou e da pessoa que eu me deixei tornar, sem medo de julgamentos e com uma compreensão mais clara de quem eu realmente sou. É um compilado de tudo o que eu amo no One Direction e eles não podiam ter me dado um melhor presente de despedida.

All This Bad Blood, Bastille

Por Jennifer Baptista

Eu pensava que não tinha um disco favorito, mas foi só parar pra pensar por dois segundos que a resposta se fez clara na minha mente. Eu comecei a ouvir Bastille em 2013, ano que lançaram seu debut album. E embora All This Bad Blood não tenha sido a versão do disco que eu mais ouvi (é Bad Blood: The Extended Cut quem ocupa o top 1 no meu last.fm), ela reúne tudo de maravilhoso que há na primeira fase da banda. Lançado no final de 2013, o disco é duplo e traz Bad Blood (disco 1) e All This Bad Blood + Other People’s Headaches (disco 2). A fórmula do indie pop dos britânicos é on point: cada letra incrível é acompanhante de um instrumental impecável, digno de hit – não tem uma música ruim e eu não estou sendo hiperbólica. Além disso, o álbum apresentou a banda pro mundo e introduziu toda a estética de grandes videoclipes e grandes capas, repletas de referências Lynchianas. A cultura dos memes vem banalizando o uso de “hino”, mas aqui há alguns muito bons. O Bastille conseguiu compor a trilha sonora de uma vida inteira em um álbum (ou dois, depende do ponto de vista). Eu me sinto compreendida por cada música e elas representam várias fases da minha vida – honestamente, seguem representando mesmo quatro anos depois. Posso até cantar que “there’s a hole in my soul, I can’t fill it”, mas o Bastille preencheu um pouco do vazio com all this bad blood.

The Home Inside My Head, Real Friends

Por Natasha Heinz

Escolher um álbum para falar entre todos que ouvi em 25 anos de vida não deveria ser fácil. Ainda mais quando a pessoa em questão (esse ser que vos escreve) nasceu rodeada de discos, cresceu ouvindo fitas e amadureceu comprando CDs. Não deveria ser fácil, mas foi. Sabe quando um conjunto e músicas entra na tua vida exatamente na hora em que tu estava precisando dele? Foi isso que aconteceu comigo, Real Friends e The Home Inside My Head. Eu nem gostava da banda, fui ouvir o primeiro single, “Scared To Be Alone” (lançado exatamente 363 dias atrás) e alguma coisa aconteceu dentro de mim (eu sei, é brega dizer isso, mas aconteceu). O segundo single, “Mess”, então, parecia ter sido escrito sobre mim, como se eles tivessem conversado comigo numa madrugada depois de algumas taças de vinho ou acompanhado meu tumblr numa tarde em que não queria trabalhar e rebloguei demais. Quando o álbum completo chegou, em maio de 2016, cada música era um tapa na cara. Ultimamente, minha frase favorita é “I’ve learned that it’s okay to be selfish, it keeps me from falling apart at the seams”, de “Empty Picture Frames” e eu mal posso esperar pra gritar ela em plenos pulmões daqui nove dias

Blood Pressures, The Kills

Por Roberta Reis

The Kills é uma banda que acompanho desde muito tempo. Conheci na adolescência, quando lançaram o segundo álbum e desde então sou obcecada pela Alison Mosshart. Eu tive muita expectativa pro lançamento do Blood Pressures, quarto álbum da dupla, pois eu já amava o precedente, Midnight Boom. Não me decepcionei nem um pouquinho. Viciei em todas as músicas ao longo de 2011 (ano de lançamento) e ao final dele, quando tive que escolher minha música pra formatura, escolhi “Future Starts Slow”. Achei que me arrependeria por ser uma música recente, com a qual ainda não tenho história, mas amo ela até hoje e agora temos essa história. Tenho este e mais dois dos Kills em vinil e são os que mais ouço.

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