Séries subestimadas que você não está assistindo (mas deveria)

Meu amor por séries está all over the place. E eu amo – e muito – enaltecer e divulgar as coisas que eu assisto. Principalmente, porque a maioria delas (não tentando ser ~hipster~ aqui) não faz/fazia um baita sucesso – o que eu acho um pecado. Por isso, selecionei seis, mas que podiam ser muitas mais, pra declarar meu amorzinho e, quem sabe, plantar a sementinha do interesse no coração de vocês.

Coupling (2000 – 2004)

Quem conhece Steven Moffat por ser o showrunner de Sherlock e Doctor Who talvez não imagine que no começo da década passada ele estava lançando um britcom (sitcom britânico – termo que acabei de conhecer e levarei para sempre) sobre relacionamentos, daí o nome. Coupling lida de uma forma super leve e engraçada as desventuras do sexo e dos relacionamentos na vida de seis amigos/namorados/exes. Um recurso que é bastante explorado na construção dos episódios é a diferença do ponto de vista de cada sexo. Uma determinada situação é A para Steve, Jeff e Patrick, enquanto é Z para Susan, Sally e Jane. E daí saem boas risadas. Ah, os homens… São quatro temporadas, cada uma de seis episódios – ou seja, super curtinha. A terceira temporada teve a saída de um dos protagonistas e isso deu uma desfalcada na trama, ainda assim não atrapalha o encerramento da série.

iZombie (2015 -)

Muito antes de Sheila (Santa Clarita Diet) representa as gurl no #teamzombie, Olivia (Rose McIver) já estava sendo rainha diva maravilhosa platinada e gótica suave. Nossa protagonista tinha uma vida perfeita – começando a carreira na medicina, noiva e super feliz. Um dia, ela decide sair de sua rotina focada no trabalho pra ir a uma festa em um barco. Mal sabia ela que a festa se tornaria em um pesadelo, com as pessoas enlouquecendo, todos saindo mortos e ela transformada em um zumbi. Apesar do tema, a série, inspirada em um gibi, é super leve e acompanhamos Liv tentando se adaptar à nova vida, como o fato de ir trabalhar no morgue da polícia para ter acesso a cérebros fresquinhos – e aí vem um dos twists: ela descobre que tem o “poder” de absorver a personalidade das pessoas que eram donas dos cérebros e, mais importante, ela tem acesso à memórias do morto, o que lhe dá a habilidade de ajudar a polícia a solucionar os crimes. Bem videntezinha ela. Ah, lá no morgue conhecemos um dos – se não o melhor – personagens da série: Ravi (Rahul Kohli), um doutor britânico cheio de charme e super engraçado. Te amo, Ravi! A série tem duas temporadas disponíveis e eu não vejo a hora de sair a terceira.

Pushing Daisies (2007 – 2009)

Aquela série cancelada que tu não entende até hoje como foi cancelada. Pushing Daisies é a série mais amorzinho que tu vai assistir na tua vida inteira. Isso é um fato consumado, então só basta aceitar. Quando criança, Ned (Lee Pace) descobriu acidentalmente que tem o dom de trazer os mortos de volta à vida com um simples toque. E também descobre da pior forma possível que, se tocar no ex-morto novamente, ele fica mortinho da silva, definitivamente. Ned então decide por usar seu dom para o bem e ajuda Emerson Cod (Chi McBride) a solucionar crimes inexplicáveis – sim, ela acorda os mortos e faz aquele tête-a-tête pra desvendar o mistério. Acontece que um desses falecidos é sua sweetheart da infância, Charlotte Charles (Anna Friel), e o nosso herói não tem coragem de matá-la (de novo). Desse reencontro, nasce o amor mais puro e maravilhoso possível, com o twist de os dois não poderem se tocar nunquinha. O plot doido é regado a uma estética incrível, uma narração excelente que dá um clima especial e muitas tortas – afinal, Ned é o piemaker e dono do Pie Hole. A cada episódio temos o “caso da semana” e tentamos desvendar mais um mistério, enquanto acompanhamos o desenvolvimento de cada um dos personagens – e que elenco fantástico! Maaaaaas nem tudo são flores. Infelizmente, nunca tivemos um final digno, pois como toda série do Bryan FullerPushing Daisies foi cancelada. Taí um buraco no coração que nunca será preenchido.

The Get Down (2016 -)

The Get Down é a série mais subestimada da Netflix. Tanto talento, tanta gente linda e o estouro não vem. Quem assina a série é ninguém menos que Baz Luhrman, que traz a série original mais cara da história do serviço de streaming. Bronx, 1977. Auge do disco. Eis que ousa nascer uma nova cultura: o hip hop. Fazemos a descoberta junto com Zeke (Justice Smith), que se descobre um letrista e, mais tarde, rapper – não é spoiler, porque o episódio começa com ele no seu futuro de sucesso. Aliás, as aberturas são incríveis, sempre com um rap narrando acontecimentos. A série é recheada de representatividade negra e é um show de talentos: é impossível não se apaixonar por todo o elenco. E, já que é um musical, importante dizer que a trilha sonora é d-e-m-a-i-s. Os seis episódios – que formam a primeira parte – foram lançados em 2016 e a segunda parte desse universo lindo estará disponível em abril.

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