20 anos depois, Buffy ainda é poderosíssima

É difícil acreditar que quando Buffy, a caça-vampiros estreou há 20 anos, como uma adaptação de um filme trash da sessão tarde, que ali estaria surgindo um ícone pop. Inclusive eleita pela Entertainment Weekly uma das melhores séries cults de todos os tempos, na 2ª posição, atrás apenas de Doctor Who.

Mesmo tendo acabado em 2003, após 7 temporadas no ar, a história da escolhida para combater o mal e as forças das trevas ainda é forte no coração dos fãs. E vai ganhando novos admiradores graças aos DVDs, histórias em quadrinhos e, claro, a Netflix.

No aniversário da estreia da série criada por Joss Whedon (que dirigiu e escreveu os dois filmes dos Vingadores) e estrelada por Sarah Michele Gellar (hoje um pouco sumida da mídia, vamos procurar no Linkedin) a gente relembra por que Buffy é um programa tão foda que ainda permanece relevante na cultura pop:

1. Girl Power antes de ser mainstream

Lá no longínquo ano de 97, Buffy era um programa essencialmente feminista, raridade na grade da época. Na série, vemos exemplos de personagens femininas fortes, das protagonistas Buffy e Willow, até coadjuvantes como Cordelia, Faith, Anya, etc. As mulheres eram a maioria em todas as temporadas e não estamos falando de um programa em que adultas solteiras tomam drinks por Nova York, mas sim de um show de ação: em cada episódio havia lutas coreografadas de Kung Fu, etc. E essas personagens não eram definidas por suas relações com os homens. Muitas vezes os homens eram definidos por seu relacionamento com Buffy, afinal ela era a caçadora e podia chutar qualquer traseiro machista sem dificuldade.

2. Identidade Gay

Anos antes de cada programa já ter um personagem gay desde o 1º episódio, a série lidava com questões GLS, no arco de Willow, melhor amiga amiga/bruxa de Buffy. A personagem que nas 1as temporadas era heterossexual, foi se descobrindo gay até engatar um romance com outra menina na série, Tara. O relacionamento delas sempre foi tratado com muita naturalidade, apesar do 1º beijo em cena ter demorado quase uma temporada inteira para acontecer, uma exigência da emissora. Além disso, a própria narrativa de Buffy como a caça vampiros é um paralelo para outros jovens gays, como aponta esse artigo do Pride.

3. Ainda é uma seriezona da porra

Talvez em tempos de plot twist eletrizantes em series como Game Of Thrones e How To Get Away With Murder, assistir adolescentes matando vampiros possa parecer um pouco chato. Mas catar um DVD ou algum episódio na Netflix ainda é uma delicia pelos diálogos cheios de referências pop e gags e personagens que poderiam ser nossos melhores amigos. A série podia ter suas bases no terror e mistério, mas é no equilíbrio com comédia e drama que o programa conquista. Além de totalmente relacionável: os demônios e monstros da série eram metáforas para os problemas que qualquer adolescente/jovem adulto enfrenta na vida real.

Leia também: Os 10 episódio mais aterrorizantes de Buffy

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