Ouve as minas: 7 dicas de mulheres que mandam bem na música

A semana da mulher é importante demais e, aqui no 36, a gente não poupa esforços pra divulgar e enaltecer tanta mina foda fazendo coisas fodas no mundo. Hoje, vamos falar de música e te indicar bandas e artistas que se você ainda não está ouvindo, está fazendo errado!

Disclaimer: tem bandas na lista com integrantes homens, mas isso não é motivo pra gente deixar de exaltar esses talentos femininos incríveis.

Bleached

A gente poderia ficar falando para sempre da vibe L.A. ou das músicas impossíveis de escapar da banda das irmãs Jennifer e Jessica Clavin, mas vamos dar ainda mais um motivo para se apaixonar por Bleached. O novo EP das gurias, Can You Deal?, vem – numa vibe meio Riot Grrrl – acompanhado de um zine com textos, poesias, letras de música e arte de outras ~mulheres da música (nomes como: Hayley Williams, Kate Nash, Julien Baker e Alice Glass, entre muitas outras). E o melhor? Todo o dinheiro arrecadado vai pro Planned Parenthood.

Rakta

Da série “banda brasileira que bomba na gringa, mas que ainda tá escondida nos cantinhos da cena brasileira”, o RAKTA é um trio de minas que sabem fazer uma sonzeira foda. A sonoridade é caótica, no melhor sentido da palavra. O próprio nome da banda já significa essa energia, força em expansão, que elas representam. Revisitando vários subgêneros do rock, a banda entrega uma barulheira catártica e deliciosa. 

Brvnks

Presente de Goiás pra música nacional, a jovem Bruna Guimarães já deixou sua marca na música nacional com seu projeto Brvnks e seu EP de estreia, o Lanches. O som é gostosinho demais, lo-fi e traz ondas californianas daquele surf/garage pop que lembra bandas como o Best Coast

Courtney Barnett

O que dizer desse ser abençoado? A australiana e sua guitarra invadiram a América e nossos corações. Com seu indie/rock alternativo com pitadas de grunge, seu jeito moleca de ser e a atitude de não se importar muito pra fama, o seu disco de estreia Sometimes I sit and think, and sometimes I just think (melhor nome) entrou pra listas de melhores de 2015 – com méritos. 

Betina

Nossa lista merecia uma sereia. No ano passado, Betina Rodrigues lançou seu disco de estreia, Carne de Sereia, que é 220% brasilzão. Ele representa o que há de melhor na música brasileira: a mistura. Apesar de letras intimistas e pessoais, que vem acompanhadas de uma arte de capa incrível desenhada pela própria artista, o disco vai da calmaria ao dançante, de baladas românticas a batidões eletrônicos que misturam brega e trip hop – e ainda tem a voz marcante dessa curitibana radicada no Amazonas pra fechar com chave de ouro o mix.

Sara Não Tem Nome

A Sara pode até não ter nome, mas me representa por demais da conta. O projeto solo de Sara Braga é intimista, “quieto na dele”, mas faz um baita estrago. A mineira tem uma voz leve, suave, macia pros nossos ouvidos. De 2015, o disco Ômega III é aquela crise existencial que todos nós passamos/vamos passar eventualmente, com ironia, niilismo, uma roupagem indie e uma cara cool.

Angel Olsen

Qui vozeirão da PORRA. Quem chega na Angel Olsen esperando uma voz angelical e suava, talvez tenha uma surpresa – mas não vai se desapontar. A voz dela é calma, mas grave, o que deixa tudo ainda melhor. Ela não é novinha na música: seu primeiro trabalho saiu em 2010, quando ela lançou Strange Cacti em (wait for it) fita cassete – olha ela toda old school, inclusive, seu EP e seus álbuns sempre são lançados em LP, viva o bolachão. O indie folk dela é cheio de referências e tem gostinho de clássico, mesmo sendo super atual. Seu último disco, My Woman, foi lançado ano passado e foi super elogiado.

Bônus: “Triste, Louca ou Má”

Francisco, el Hombre pode ter apenas uma mina na formação, a fantástica Juliana Strassacapa, mas não poderia haver uma lista como essa que não mencione “Triste, Louca ou Má”. A música está presente no último álbum da banda, o Soltasbruxa, do ano passado. A faixa é cantada pela Juliana e te desafio a não ficar arrepiado com a força dessa letra. O clipe, gravado em cuba, é encantadoramente lindo.

Essa música tem um significado muito forte e tocou muitas minas por aí. Tanto que, ontem, a banda divulgou um vídeo emocionante de “Triste, Louca ou Má” cantado por várias manas. A Juliana, inclusive, postou um textinho em alusão à música e ao 8 de março:

“A triste, louca ou má, foi a flor mais forte que eu pari. Me proporcionou um contato visceral e direto com inúmeras manas. Eu sei bem muito que não é fácil arrancar lágrimas dos olhos das pessoas com nossa arte, mas essa daqui tem meu reconhecimento. Eu me vejo nessa música. Foi a coisa mais sincera que já consegui botar pra fora. E as manas sentiram e sentem e se identificam como eu. Cada parceria, cada artista incrível com quem trabalhei este ano, cada amiga, cada mana que compartilhou comigo sua história de reconhecimento, sua voz, gratidão imensa! Juntas somos mais e mais fortes!”

Gratidão, Juliana!

Tá pouco? Mandamos mais:

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