Ed Sheeran salvou a música em 2017: uma conversa

Na sexta, 3 de março, Ed Sheeran lançou seu terceiro álbum, ÷ (Divide). Já vinhamos recebendo pequenas doses do novo som desde o início do ano e amamos tudo que ouvimos (obviamente), mas as novas músicas são ainda melhores do que esperavamos.

Se já achavamos que Ed tinha salvado o ano dia 1 de janeiro quando anunciou que estava de volta e nos deu “Shape Of You” e “Castle On The Hill”, agora que temos 16 músicas para ouvir no repeat, temos dificuldade em acreditar que vamos colocar qualquer outra coisa na nossa lista de melhores discos do ano.

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Para comemorar este lançamento incrível, a equipe desde site bateu um papo seríssimo sobre as novas faixas, em que rolou dancinhas, gritos e lágrimas.

Dê play e vem esperar o show do Ed no Brasil com a gente:

1. Eraser

Cindy: A sinceridade de Ed sobre os assuntos que ele relata nas músicas é uma das minhas características favoritas do som dele, e essa música é um ótimo começo para o álbum por causa disso.

Natasha: Na primeira vez que ouvi essa música, achei muito parecida com “The Man”, uma das que menos gosto no Multiply. Porém, fui reparando como ela funciona como uma passagem perfeita do segundo para o terceiro álbum e, lá pela décima quinta, já estava enxergando cada verso da letra enquanto cantava junto.

2. Castle on the Hill

Cindy: Já tínhamos ouvido, mas não menos relevante. Não acredito que vai haver um dia que eu vá ouvir essa música e não amar cada segundo dela. O refrão me deixa toda pilhada e o cenário na minha cabeça é eu em uma road trip com as amigas gritando a letra do fundo da minha garganta. Ótima escolha de primeiro single.

Natasha: Confesso que “Shape Of You” me pegou de primeira e demorei um pouco em “Castle On The Hill” por causa do som meio U2. Mas a sinceridade da letra, como todas do Ed, me pegou de vez e toda vez que ela toca no carro eu me vejo gritando “I know I’ve grown, I can’t wait to go home”.

3. Dive

Cindy: Uma mistura de blues com rock clássico dos anos 80, o mood é tão sexual que colocou aquele sorriso malicioso no meu rosto. Os vocais rasgados ajudam a criar o clima e eu já imagino o clipe com uma mulher dançando sensualmente, coberta de água e pouca roupa.

Natasha: Eu sei que “Perfect” que é pra ser a nova “Thinking Out Loud”, mas foi essa música que teve esse efeito em mim. A música tem esse mistério e malícia, mas, ao mesmo tempo, ele soa tão… vulnerável? E acho que ele conseguiu juntar em outras músicas todos os sentimentos conflitantes de quem está se apaixonando por alguém.

4. Shape of You

Cindy: Eu mesma ainda não consegui superar essa música. Ela ainda tá na minha playlist diária, e não acho que vai sair tão cedo. Amando essa vibe meio reggae desse cd!

Natasha:  Sou outra que ainda não superou essa música e digo mais: ela tá na minha playlist da balada e, toda vez que toca, me dá um ânimo, uma alegria… quase como se eu fosse a mina chamando o Ed pra dançar na balada. Infelizmente não sou.

5. Perfect

Cindy: Meio country-Johnny-Cash-style, parece música de filme de romance adolescente. Ed chegou a declarar que escreveu essa música pensando em superar “Thinking Out Loud”, com o pensamento de criar a melhor balada da carreira dele. Uma salva de palmas, pois ele conseguiu com êxito.

Natasha: Não sei se essa música soa como a melhor balada da carreira dele pra mim. Em um primeiro momento, ela não me dá vontade de sentar e chorar de tão bonita, como foi com “Thinking Out Loud”, mas a letra. GENTE, ESSA LETRA. Às vezes, eu acho que as pessoas não prestam a atenção necessária nas letras desse homem. É uma música romântica muito mais pé no chão e real do que qualquer jura de amor eterno que ele tenha feito antes. É sincera, é madura, é maravilhosa.

6. Galway Girl

Cindy: A vibe irlandesa de “Castle” volta nessa faixa e, se possível for, de uma maneira mais animada ainda.

Natasha: Uma amiga minha diz que o “meu Ed” não é o mesmo que o dela; ela ama as baladas voz e violão, eu amo o Ed animado e cheio de sons diferentes, o Ed que mostra que quem sabe faz ao vivo. “Galway Girl” é o meu Ed na nonagésima potência e eu soube nos primeiros segundos que essa seria minha música favorita do álbum. Ela me deixa feliz da vida, com vontade de dançar, ao mesmo tempo em que consigo imaginar minuto por minuto da noite narrada por ele na letra. E confesso que todas referências à ascendência irlandesa dele também não me deixaram legal.

7. Happier

Cindy: se tiver uma música “eu te amo e você ama outra pessoa mas tudo bem vou ficar aqui no meu cantinho te amando e por favor me ame de volta” em qualquer cd, ela será minha favorita. “Happier” fez esse papel desta vez.

Natasha: “Happier” é a música favorita da amiga citada no meu comentário anterior, o que já explica bastante. Por um tempo, fugi das músicas mais acústicas do Ed, mas fui voltando aos poucos, o que se provou muito bom para esse álbum. Essa música dói nos ossos e é a tristeza dela que a torna tão bonita.

8. New Man

Cindy: Além das baladinhas, o que eu adoro no Ed são as músicas com versos corridos, que ficam entre um rap e um acústico, e “New Man” é a melhor nesse quesito em Divide. Cheia de referências atuais (alô Kardashians) e versos sarcásticos, é a mais divertida dentre os “raps”.

Natasha: “New Man” é divertida e me fez cantar junto desde o início. Por ter me feito cantar junto, me fez pensar muito na letra e ficar obcecada sobre quem é. Não é a melhor letra do álbum, mas vou defender ela aqui com unhas e dentes. É honesta, simples e tão, mas tão pessoal que se torna identificável.

9. Hearts Don’t Break Around Here

Cindy: Quando começo a ouvir um cd novo, sempre procuro as musicas com títulos “românticos” porque na verdade mesmo o que me interessa são as baladinhas. Essa fez por merecer e levou o título de letra mais fofa do álbum.

Natasha: Muitos casais vão ter sua primeira dança ao som dessa música. Ela me lembra um pouco “Kiss Me”, do +.

10. What Do I Know?

Cindy: A mais apagadinha do cd, mas não significa que é ruim. É só que ela parece algo fora do contexto das outras musicas. Mesmo assim é um som legal pra colocar de fundo enquanto a vida acontece.

Natasha: Achei essa música bem paz e amor, uma vibe meio anos 60. Não sei explicar, mas me dá uma paz na alma cantar junto com ela.

11. How Would You Feel (Paean)

Cindy: Me imagino dançando-coladinho-com-a-cabeca-no-ombro de um namorado que eu nem tenho. Animadíssima que esse álbum tem um variedade incrível de baladas!

Natasha: Vou ter que discordar e dizer que achei essa a mais apagadinha do CD. Não querendo dizer que é possível ter baladas demais, mas, em um álbum cheio delas, alguma coisa tem que marcar. Essa não me marcou muito, não.

12. Supermarket Flowerstumblr_nhyap6sgwt1tyxeedo1_500

Cindy: Para as pessoas que já perderam alguém próximo, somente ouça essa música com muito preparo emocional. É o sentimento de vazio que bate quando alguém que a gente ama morre. Meu coração explodiu de dor e gratidão simultaneamente. Inclusive chorei no ônibus #fail.

Natasha: Ao ler o nome da faixa, aposto que muita gente achou que era mais uma música de amor. Mas não: “Supermarket Flowers” é sobre a morte do avô de Ed, tema que ele já tinha tocado em “Afire Love”, uma das músicas mais bonitas do Multiply. Como disse a Cindy, cuidado com as lágrimas.

13. Barcelona

Cindy: Gente que vibe latina maravilhosa é essa? É a tradução da palavra em férias em forma de música.

Natasha: Queria apenas perguntar: como sobreviver a Ed Sheeran falando esse espanhol torto???

14. Bibia Be Ye Ye

Cindy: Ficou meio misturado com Barcelona pra mim, para ser sincera. As duas tem o mesmo mood, mas a primeira ainda é melhor na minha opinião. Por mais que eu acredite no ditado “quanto mais melhor” quando se trata de músicas do Ed, essa me pareceu um pouco desnecessária no álbum. Podia ter ficado com “Love Yourself” pra si e colocado aqui hein.

Natasha: Ed tem contado sobre sua viagem para Gana em muitas entrevistas desde que começou a divulgar o álbum e parece que é daí que vem a inspiração para essa música. Eu sou parcial às músicas divertidas dele e essas faixas bônus parecem ter sido feitas pra mim.

15. Nancy Mulligan

Cindy: aqui ele chutou o pau da barraca com a sutileza e colocou toda influência irlandesa que ele podia em uma única faixa. Gostei muito dessa nova artimanha que ele resolveu usar no álbum. Por mais músicas com toque folclórico no pop!

Natasha: Depois desse álbum, eu tô quase pintando meu cabelo de ruivo e me mudando pra Irlanda passar os dias comendo batata, tomando cerveja e dançando.

16. Save Myself

Cindy: letra mais honesta, impactante e relacionável de todo o álbum. Para mim merecia estar na versão normal, não somente na Deluxe. Maior letra, maior ser humano. Desmoronei no primeiro “So before I save someone else, I’ve got to save myself”.

Natasha: Como fechar um álbum perfeitamente, por Ed Sheeran. Não tem muito o que dizer porque a Cindy já disse tudo, mas: que música, que homem.

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