Precisamos falar do pop brasileiro

Em 2016, Anitta se consagrou no cenário nacional como a atual diva do pop brasileiro. A cantora mais debochada do Brasil (graças a Deus) veio pra ficar com seus movimentos da sanfoninha e seus bordões fantásticos.

giphy

Mas como a ela já está consagrada nesse cenário brasileiro, viemos destacar outras pessoas que são dignas do título de donas e donos do pop brasileiro e que vão fazer muito barulho em 2017, tanto barulho que talvez você já tenha até ouvido falar deles.

Rico Dalasam

Rapper, gay e negro. É assim que Rico se apresenta em entrevistas e podcasts por esse Brasil afora. É verdade que ele lançou seu disco em 2016 e Orgunga foi muito aclamado, mas falar de Rico em qualquer lugar ainda é pouco, todo mundo tem que conhecer o rapaz que nasceu na periferia de Taboão da Serra e se jogou no mundo da música pra unir seu orgulho de ser gay e negro junto com a paixão pelas batidas do rap. Dalasam junta gírias LGBT e até referencias da antiga televisão brasileira em suas composições, e quem sempre se sentiu excluído por amar Rap igual Dalasam mas não se identificar tanto assim com outros ícones agora se identifica e se aceita mais ainda por causa das composições do moço.

Pabllo Vittar

Pabllo é uma artista completa. Drag Queen, compositora e performer, ela começou a aparecer quando virou cantora da banda do programa Amor & Sexo, na Globo, mas mesmo assim não tinha feito muito barulho até então. A garota propaganda da Avon só veio a chamar atenção no começo desse ano quando lançou seu primeiro álbum, chamado Vai Passar Mal e logo de cara, junto com Rico Dalasam lançou o maior hino do carnaval que você respeita. Na verdade essa música vai tocar o ano todo e não só no carnaval, mas não tem perigo de enjoar. Em ”Todo dia”, que virou o carro chefe do álbum de Vittar, ela e Rico cantam que ninguém precisa ser vadia no carnaval. Que podemos ser todo dia.

Lia Clark 

Não é coincidência que todos os artistas dessa pequena lista sejam voltados ao público LGBT. Depois de muito tempo ausentes no mainstream, chegou a vez da galera LGBT ter a voz da música e dar voz pra outras pessoas. Se existisse MTV Brasil em seu primeiro formato ainda, você pode ter certeza que essa galera ia tocar o tempo todo por lá. E Lia Clark não ia ficar de fora. A última artista dessa pequena lista é também uma drag queen, toda funkeira, como ela mesmo diz, e veio pra arrasar. Rhael já ficou em primeiro lugar nas paradas  do Spotify com ”Trava, Trava”, mas pode apostar que iremos falar muito da Lia por causa lançamento do clipe de ”Chifrudo”, outro hino do carnaval, que conta com a participação da Mulher Pepita (você deve conhecer ela por causa do bordão ”grandona pra c@r%%lho”) e se a letra da música já é um escândalo de tão boa, o clipe não fica atrás. Mas tem que respeitar, hein?

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