Os piores aniversários das nossas vidas #Anivers36

Hoje o nosso site está fazendo 3 aninhos de vida e, para comemorar, cada pessoa da nossa equipe contou a história do pior aniversário da sua vida – porque somos góticos e não gostamos de compartilhar alegrias, só dor e lágrimas.

giphy (1)

Vamos às histórias:

Cindy:

O total de certezas que eu tenho na vida atualmente chega bem perto do zero. A única exceção é a convicção de que eu sou a pessoa mais fangirl que habita o planeta terra. É realmente bizarra a relação que eu mantenho com artistas; inclusive dariam umas boas sessões de análise. Então não é nada surpreendente que meu pior aniversário envolva alguma treta com artista no meio. Nada me deixa mais empolgada e eufórica do que a prospectiva de um show. Em 2008, a banda Nightwish (minha preferida absoluta na época) agendou uma apresentação em Porto Alegre e a minha presença já era confirmadíssima. Acontece que, exatamente no dia do meu aniversário, o show foi cancelado. Minha memória é bem deplorável e eu não lembro detalhes de como o dia se desenrolou a partir da notícia, mas lembro que envolvia choro. Muito choro. Na minha memória, esse foi meu pior aniversário não somente pelo cancelamento do show (o que é algo bem ruim para uma pessoa obcecada por bandas e psicologicamente desequilibrada como eu, para começo de história), mas porque foi o dia que eu tive uma das epifanias mais agridoces da minha vida: que o dia do teu aniversário é um dia como qualquer outro. Coisas ruins ainda acontecem, e isso me tirou daquela bolha mágica na qual minha mãe ardorosamente me encobriu quando se esforçava para que meus aniversários sempre fossem especiais quando eu era criança. Nenhum aniversário foi o mesmo depois daquele. Mais tarde eu tive outras realizações e criei outros motivos para desgostar de aniversários, mas aquele 2008 foi especialmente esclarecedor”.

giphy (2)

Roberta:

Sempre que o dia 6 de julho se aproxima – na verdade meio que um mês antes – eu já começo a pensar entusiasmada o que vou fazer neste aniversário. Como sempre, este ano meu plano foi nada demais: ao meio dia almoçar com a família e à noite ir prum bar com os amigos. Caiu numa quarta, então programei tudo pro sábado seguinte. Chega sexta-feira e eu e o namorado íamos dormir já na minha mãe pra poder almoçar meio dia e estar lá no almoço. Daí que em plena sexta, ele teve que fazer hora-extra e ainda “esqueceu a chave em casa”, assim tivemos que voltar pra pegar. Eu já tava bufando, mas tentando me conter. Ao chegar em casa já desanimada abro a porta e SURPRESA! Todo um mix de amigos do trabalho, da noite e da vida estão ali me esperando com decor de luzinhas de Natal e bolo. Foi lindo, dançamos, bebemos, comemos bolo até altas horas. Emocionante! Porém meu almoço em família foi de pura ressaca e minha reserva no bar pra 20 pessoas contou com apenas 3 (até emprestei cadeiras pro aniversário do lado para o qual vieram mais pessoas que o esperado)”.

giphy

Natasha:

Sinceramente, eu não sou muito fã de aniversários. Apesar de não ter nenhuma história horrível para contar, várias coisas menos do que agradáveis já aconteceram em aniversários meus, por exemplo: quando era criança, abri um dedo do pé brincando no parquinho; já não tão criança, eu completei o combo pouca comida o dia inteiro + sushi na janta + muito álcool na noite anterior e passei o dia do meu aniversário vomitando – até tomar Plasil na veia. Uma vez, minha mãe resolveu fazer o meu bolo e queimou a cobertura na madrugada. Porém, o dia mais memorável foi meu aniversário de 14 anos, em que a minha banda favorita da época estava fazendo show no Brasil e eu não pude ir. Eu passei o dia muito mal, choramingando por tudo, até que cheguei em casa e minhas amigas tinham preparado uma festa surpresa pra me animar. Foi tudo lindo e divertido até que, naquela mesma noite, alguém inventou de jogar bexiguinhas da sacada e uma delas conseguiu quebrar as telhas da vizinha. Adivinha quem teve que pagar?”

giphy (3)

Pedro:

Contrariando minhas raízes góticas, eu até gosto de aniversários. Acho que a pior coisa que já me aconteceu foi uma vez que marquei num bar que não existia mais. Mas daí todos fomos para outro que era bem mais legal. Quando eu era pequeno, minhas festas eram maravilhosas, tinha uma tia que organizava e fazia gincanas, todos ganhavam alguma coisa também, até quem nem tinha me levado presente. As provas eram tipo dança da cadeira, concurso de dança do É O Tchan e teve uma no ateé que rolou um quiz sobre mim mesmo, em que as outras crianças tinham que responder curiosidades minhas, como “qual a novela preferida do Pedro Miguel?” (era Chiquititas). Em 2019, vou fazer meu aniversário de 30 anos, que vai cair numa sexta, espero fazer uma super festa com coisas adultas, tipo canapés. Tomara que esse não se torne meu pior aniversário”.

giphyJennifer:

Eu sempre amei fazer aniversário, porque era o MEU dia do ano, um dia especial, em que todas as pessoas deveriam tirar um momento de suas vidas pra me amar. É claro que à medida que tu vai crescendo tu descobre que a coisa não é bem assim. Eu não sei exatamente quando a magia se quebrou – ou se ela acabou de vez, mas teve a ver com o fato de eu ter crescido e me tornado uma chata. Primeiro, porque o mundo não é igual à ideia que tu tem na cabeça e pras pessoas aquele dia não tem nada de especial, é só mais um dia. E elas não estão preocupadas em te agradar. Logo, quando as expectativas não condizem com a realidade – e elas nunca condizem –, acontece de tu ficar desapontado. As pessoas não têm tempo de fazer tu te sentir especial só porque é teu aniversário, e a maioria não liga pra convenção social de comemorar mais um ano de vida. Dito isso, posso dizer que o meu pior aniversário foi o de 21 anos. Não que envolva um fato horrível, até porque eu sequer me lembro dele – só sei que foi num domingo. O trágico por trás daquele 8 de março foi a crise trazida pelo fato de eu estar fazendo VINTE E UM ANOS, idade emblemática. Tu cresce acreditando que depois dos 18 as coisas vão mudar e tu vai ser adulto. Nos filmes, em sua maioria norte-americanos, o big step é aos 21. Chegar aos 21 sem ideia do que eu estava fazendo com a minha vida e não estando nem perto da condição que achava que deveria estar foi simplesmente desesperador. Comemorar essa idade era, pra mim, aceitar meu atestado de fracasso. Hoje, aos 22 (grande diferença), eu tento lidar com o fato de ainda estar perdida. O aniversário desse ano foi “um pouco menos pior”, porque pude cantar junto do Harry Styles “I don’t know about you, but I’m feeling 22”. Não sei como anda meu espírito aniversarístico, mas sigo ansiosa pra saber quais as revelações do episódio número 23″.

BeyonceBday2

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s