a verdade sobre o show da beyonce que a globo não mostra

Fiz esse post pra contar tudo o que rolou no show da Beyoncé em Raleigh, na Carolina do Norte. Mas já queria começar deixando uma coisa bem clara: Queen B não teve nada a ver com as tretas desse dia. Gente, que mulher, que artista, que pessoa especial essa Beyoncé. A Formation World Tour  – que começou há menos de duas semanas lá nos EUA e, por enquanto, não tem previsão de vir ao Brasa – é um dos shows mais incríveis do mundoooo. São duas horas de um repertório cheio de hits, bate-cabelos maravilhosos, uma produção musical impecável e efeitos visuais de chorar de tão lindos.

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Eu sabia que seria incrível, mas foi um dia difícil. Na segunda anterior ao show – que foi na terça, dia 03 -, eu ainda estava bem longe de Raleigh, na Carolina do Norte, cidade do show. Checando a previsão do tempo pra poder planejar o #lookdodia da viagem, vi que seria um dia de chuvas intensas. No twitter, rolavam links de que a cidade estava sendo atingida por uma tempestade de granizo, com pedras do gelo do tamanho de bolas de golfe! Alguns fãs questionavam se o show não seria cancelado, mas os perfis de fã-clubes da Bey informavam que isso só aconteceria em caso de chuva muito forte. Foi uma noite difícil de muita oração enquanto assistia ao Lemonade na íntegra.

No dia seguinte, já em Raleigh, nada de chuva e sim muito calor. Estava lá eu no sertão americano, no local do show, o Carter Finley Stadium, casa do time de futebol americano NC State Wolfpack #InfoHT. Já era 3 da tarde, dava até pra ver o final da montagem do palco, mas nada de fãs acampados, venda de faixinhas com glitter e etc. Todo mundo começou aparecer por volta das 17h, afinal, os portões iriam abrir às 17h30 –  o lugar de todo mundo era marcado mesmo, dã.

Foi nesse momento que a nação BeyHive – como são chamados os seguidores de Beyoncé – foi testada. O calor cedeu e a chuva começou. A organização pediu que todo mundo voltasse para os seus carros ou então se dirigisse a um ginásio próximo ao Carter-Finley. 01 Observação: em nenhum momento vi uma chuva torrencial, tipo aquela do show dos Roling Stones em POA. Americanos estavam sendo chiliquentos, mas eu estava na mão deles neste dia. Só me restava orar – e ouvir mais uma vez o Lemonade, gente, que CD maravilhoso é esse???

Protegidos da chuva no ginásio do Carter Finley
Protegidos da chuva no ginásio do Carter Finley

Eram quase 19h quando fomos avisados que os portões enfim seriam abertos!! Na fila, carinhas de bicicleta vendiam capas de chuva por 5 dólares, uma boa compra já que não era permitida a entrada de guarda-chuvas, mochilas, bolsas,  calças skinny nas cores preta e vinho, tênis de salto,  cílios postiços, problemas emocionais, etc. Lá dentro, enfim na terra prometida de Beysus, dava pra comer hot dog, pizza, pipoca (basicamente toda culinária norte-americana) e se jogar na lojinha oficial da Bey, com camisetas, bolsas, posters e outros souvenirs abençoados. Tudo era caro, mas dava pra pagar no cartão de crédito e depois chorar com a fatura, meu caso.

Depois das comprinhas #patricinha e com um hot dog em mãos #carboidratos, fui até o meu lugar, na fileira M, lugar 3. Não haviam cadeiras nem nada, mas sim um longo banco com os números meio apagados, assim bem chinelo mesmo. Logo o DJ Khaled, subiu ao palco para seu número de abertura, um show de hip hop que dura pouco mais de 20 minutos.

As 21h o telão gigante do palco começa a se mover, com trechos do Lemonade, até que a rainha apareça vestida com um look meio bruxa do texas, com suas dançarinas, e o povo vai a loucuraaa.

COMEÇOU! Corre lá no facebook.com/otrintaeseis para ver ao vivo! #beyonce #formationworldtour

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E que show maravilhoso! O começo com “Formation” é destruidor, seguida por “Sorry”, “Bow Down”, “Who Run The World” e outros hinos. Bey alterna músicas do novo CD com antigas e mensagens de superação. Como ‘sempre amem a si mesmos’ antes de cantar “Me, Myself and I”, faixa lá do 1º CD, quem lembra?? E todo mundo cantava junto todas as músicas. Eu chorei em “Mine” por que 1) Estava sensível e com saudades de casa; 2) É música de amor e todos sabem que sou do amor.

Já estávamos na metade do show, quando a chuva voltou. Não era nenhuma tempestade, mas lembra que os americanos são xiliquentos né? Começaria mais um momento de provações para a BeyHive: a produção avisa no microfone que “o evento está suspenso”. Por um momento até fiquei aliviado, já que não tava a fim de pegar chuva- mas jamais admitirei isso em voz alta por que seria uma falta de consideração com a Bey. Depois de alguns segundos, a produção volta ao microfone “mas ainda não acabou!”

só vem @beyonce beyonça

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O que era aquilo? Um jogo com a gente? 01 pegadinha? Lá estavam 50 mil pessoas com cara de Q pensando em como decifrar aquela mensagem mais enigmática que o grande mistério de quem é a Becky do cabelo bom citada no final de “Sorry”. Depois de um suspense, a resposta no microfone: “GALERA, O SHOW NÃO ACABOU, POR FAVOR PROCUREM ABRIGO. ELA NÃO VAI EMBORA!”

Nesse momento, visualizei Bey em seu camarim, rodeada de toalhas brancas e flores perfumadas importadas da suíça, tão indignada quanto a gente por aquela chuva e fazendo de tudo para voltar para o palco. Afinal, ela era Beyoncé Carter-Knowles, rainha da música mundial, e não uma banda do MECA Festival com um EP recém lançado. Também visualizei Blue Ivy brincando com suas bonecas Monsters High enquanto tudo isso acontecia.

Todos saíram do estádio em busca de abrigo em seus carros ou então no ginásio próximo. E teve gente que não foi forte o suficiente e foi embora. Estes daí a gente expulsa do fandom e deseja que aproveitem muito o show da Anti Tour da Rihanna. Depois de quase uma hora, eles anunciam que o show ia voltar e agora ninguém é de ninguém: não tem que entrar mais com ingresso, nem passar por revista, nem nada. Você podia aproveitar e experimentar novos lugares do estadio. Provavelmente só os assentos do gramado deviam ter algum controle, porque a produção não era tão otária assim.

As luzes se apagam e só se ouve uma voz. E desta vez não era do carinha da produção, mas sim da própria Bey: OBRIGADA PELA PACIÊNCIA… O SHOW NÃO ACABOU! E então ela volta ao palco com “Daddy Lessons” e tudo de ruim fica pra trás. Agora é só positividade, só amor. Ela segue destruindo nossa vida com músicas maravilhosas, como “1 + 1”, “Crazy In Love”, “Blow”, “Naughty Girl” etc. Em um momento lindo do show, o telão fica apenas da cor roxa enquanto toca “Purple Rain”, todo mundo canta e se emociona, mesmo sabendo que todos só conhecem essa música de quando o filme passou na Tela de Sucessos do SBT.

Já no bloco final do show, Bey e suas dancers performam “Freedom” – faixa do álbum novo que tem feat. com o Kendrick Lamar – em uma especie de piscina no palco B, que fica no meio do gramado. Nesse momento, a chuva volta, mas não tem o que fazer: o show já tá no final mesmo. Natureza e Beyonça se tornam uma só em um final apoteótico ao som de “Halo”. Fogos iam de encontro à chuva ao mesmo tempo em que a rainha agradecia pela presença de todos. Olha que poética essa última frase!

“Halo” é o número final do show já há algumas turnês da cantora, e os HATERS podem usar isso de argumento de que ela faz sempre a mesma coisa. “É sempre a mesma coreografia em Crazy In Love”, “Chega de desfilar igual a Gisele Bundchen”, são algumas das frases proferidas por essas pessoas tristes. Mas Beyoncé é uma artista de clássicos. Ela pode fazer as mesmas coreografias porque são clássicas e icônicas.  Ela pode sempre terminar o show com “Halo”, assim como Paul McCartney pode terminar com “Let It Be”. Você vai se emocionar com aquela música pensando em como aquela foi uma noite incrível ou em algum crush do metrô, mas você vai se emocionar. Tenho certeza que aquelas 50 mil pessoas se emocionaram.

Na hora de ir embora, no estacionamento, só se ouvia Beyoncé dentro dos carros. Ninguém queria falar em outro assunto. O Uber já estava em 4,9, mas a noite tinha sido tão foda que eu não tava nem aí. Beyonce, please come Brasil!!

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