Tame Impala no Lolla: o show que aconteceu dentro de nós

Tame Impala tocou no Lollapalooza Brasil 2016 nesse últmo fim de semana e simplesmente foi um ahazo! Eu fui única e exclusivamente pra ver eles e o que tu vai ler aqui é uma análise completamente tendenciosa, mas prometo que vai valer a pena.

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Era exatamente 17h40 quando eu comecei a pentelhar xs migxs, “Acho melhor a gente ir pra lá, sério, vamos logo, daqui a pouco vai começar, eu quero ver lá na grade” e foi com todo mundo fazendo cara feia por sair do show do RL Grime muito antes do fim que nós entramos no meio da multidão e seguimos pro palco  principal. Quando finalmente chegamos perto, já tinha uma galera esperando pelo Kevin e o resto da banda. Eu só tô falando desse jeito porque talvez tu ainda não saiba, mas a banda só acompanha o Kevin, vocalista do Tame. O Tame Impala é um projeto solo dele, projeto em que ele faz tudo, desde a idealização da parte instrumental, a composição das músicas, até as viagens dos clipes.

O show não atrasou nem um pouquinho, talvez por ser festival mesmo, mas achei a pontualidade maravilhosa porque a minha ansiedade não ia me deixar segura enquanto aquele show não começasse. E finalmente começou! Foi com um solo de uns 2 minutos que o Tame Impala fez todo mundo delirar e em seguida veio Let It Happen que, apesar de ser do Currents (álbum que eles lançaram no ano passado e até a Riri fez cover), todo mundo curtiu.

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A verdade é que cada música do Tame Impala tem uma pegada completamente diferente e ao mesmo tempo super igual, deu pra entender? É como se tu sempre soubesse que aquilo que tá tocando é Tame Impala, mas ainda assim, fosse completamente novo e te fizesse sentir algo diferente a cada segundo. Sem falar nas letras, tudo o que o Kevin canta é impactante ao ponto de eu sair do show dizendo que nunca mais vou ser a pessoa que eu era 1 hora antes de começar. E a vibe da banda é justamente essa: entrar na cabeça e no coração de quem tá ouvindo e fazer com que o ouvinte faça uma viagem completamente introspectiva, sabe? E foi o que aconteceu, acredito que com a maioria das pessoas que foi até lá pra ver aquele cabeludo cantar com a voz fina e cheia de efeitos.

A lição que eu aprendi depois desse percurso totalmente visual e sensorial foi o Kevin Parker mesmo que me ensinou: The only one who’s really judging you is yourself, nobody else!

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