36 discos de 2015 – parte 06

alaskaa

Por Biscuit

Segunda colocada na quinta temporada de RuPaul’s Drag Race, Alaska Thunderfuck 5000 lança em 2015 um álbum com nome duvidoso mas com um conteúdo delicioso (rsrs). ANUS tem tudo para dar errado, mas se torna aqueles CDs que, se tocados em baladas, todo mundo vai dançar. Desde músicas para literalmente fritar na pixxxxta até algumas com letras incrivelmente profundas (como “Pussy”) escritas pela própria drag queen. Sugestão: coloquem o CD pra tocar durante um esquenta ou quando vocês estiverem se arrumando para sair, é mágico. Em tempos que fazer drag está tão em voga – e que bom que está, quanto mais gente mostrando sua arte, principalmente aqui no Brasil, melhor -, Alaska se torna uma das principais líderes desse movimento. Muitas drags iniciantes – inclusive euzinha – têm como uma de suas inspirações as criações, falas e atitudes tão diferenciadas da drag. E que continue assim. Porque quanto mais Alaska, melhor.

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ciara

Por Tobias Fidelis

Mesmo sendo the face of Givenchy e TOPSHOP, tendo um relacionamento estranho com o quarterback Russel Wilson e dando uma festa à fantasia em que Beyoncé chamou mais atenção do que ela própria, Ciara (muitas vezes chamada de C-error na internete) não conseguiu – mais uma vez – voltar ao topo dos charts como fazia em 2007 (aliás, sdds 2007, um beijo 2007 – Timbaland, Nelly Furtado, Fergie, 50 Cent, Keshia Cole e até a Hilary Duff eram huge). Mas não é só de charts que vivem as pessoas, né? A icônica e life-changing Wendy Williams falou que a Ciara deveria largar a música porque “nobody cares about her music at all”e deveria seguir como modelo e pessoa bonita. ANYWAY, C-error lançou Jackie – que tem esse nome porque foi inspirado na mãe dela e talz. Até aí ok, o álbum começa com a title track “Jackie,” que é bem morninha e urban, mas depois vem o farofão-batidão-que-não-foi-escolhido-como-single-porque-Ciara-é-burra “That’s How I’m Feeling” com Pitbull-sem-JLo e a longtime partner Missy Elliott. “Dance Like We’re Making Love” é uma baladinha deliciosa que teve clipe inspirado naquele comercial do perfume J’adore, da Dior e é uma das melhores faixas do álbum, junto com o primeiro single “I Bet” (que não foi tão mal nos charts e teve remix com o Joe Jonas) e “One Woman Army”. Também vale a pena ouvir “Give Me Love” e a fofinha “Kiss & Tell”. Esse álbum me faz sentir num nightclub europeu e as músicas vão representando as fases da noite. Não sei o que falar, apenas sentir.

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fortaleza

Por Ariel Fagundes

Digam o que quiser de 2015, só pelo fato de o Cidadão Instigado ter lançado disco, esse ano já foi abençoado. Fortaleza é uma dádiva que se derrama sobre o ouvinte sem pressa, pingo a pingo, play a play, como as gotas de uma água benta e colorida pelas memórias e timbres de Fernando Catatau e seu grupo. É aquela garoa gostosa que afaga em músicas como “Perto de Mim”, mas que vira uma tempestade cortante assim que começa o solo de “Ficção Científica” ou “Land Of Light”. Fortaleza é um drinque romântico e explosivo que merece ser sorvido sem medo, mas com todo respeito. Só é contra-indicado aos ouvidos sensíveis à psicodelia nordestina, futurismo distópico e/ou música brega progressiva.

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alltimelow

Por Lívia Gusmão

O maravilhoso do All Time Low é que eles sempre fazem música com uma mesma fórmula: o que pra muitos é uma critica, pra mim, é algo de se admirar, visto que até na mesmice eles encantam. Em Future Hearts não foi diferente, fizeram o seu pop punk de sempre, com participações de Joel Madden e Mark Hoppus – ídolos tanto dos artistas, quanto dos fãs da banda. “Kicking and Screaming” conta a história de se sentir sozinho e esperar alguém pra sair daquela situação, já “Something’s Gotta Give” – primeiro single –  fala sobre o cansaço de viver uma rotina e sobre querer ser outra pessoa em outro lugar: dois temas bastante recorrentes na obra do All Time Low. O segundo single,
“Kids In The Dark”, é tipo o hino do álbum: dá vontade de gritar por aí que deixaram a gente sozinho no escuro, mas não somos obrigados a ficar por lá. A frase que mais define a música é: “what a shame, beautiful scars on critical veins. Come together, state of the art, we’ll never surrender, the kids in the dark”.  Em seguida, com “Missing You”, o Future Hearts traz uma vibe de “Lullabies” (2005), em um apelo para jovens procurarem ajuda e tentar sort yourself out. “Cinderblock Garden” pra mim  é a melhor música do mundo, é a mais apaixonada do álbum inteiro e tem uma batida que dá vontade de nunca mais parar de ouvir. Por fim, a música que dá o nome ao álbum, “Old Scars/Future Hearts” dá, mais uma vez, vontade de cantar e gritar e pode virar hino pra quem quiser se livrar de barreiras impostas por quem for: “I won’t fade away, be forgotten or just cast away. This life is mine to live”. Ai tu me pergunta, por que o Future Hearts é maravilhoso? A resposta é bem simples: porque sim.

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adel25

Por Pedro Veloso

Esse disco demorou pra entrar na lista, por que assim como como a Sra-emissão-de-boletos Taylor Swift, Adele retirou seu novo disco, 25, dos serviços de streaming. Mas tá certo mesmo, por que 25 é pra ser apreciado a moda antiga, comprando o cd, junto com uma garrafa de vinho, e ouvir na integra interpretando cada canção com a sua alma. Se em 21 Adele cantava sobre o amor de uma maneira mais sofrida e xingava o crush, agora ela é observa o amor de uma forma mais madura – afinal ela tem 25 anos, uma senhora né – contemplativa. No smash hit ‘Hello’, por exemplo, ela liga para um ex-namorado pra esclarecer as coisas – o que tem influenciado muitas mulheres a fazerem o mesmo, é sério eu li em uma pesquisa. A visão dos relaciô pode ter mudado, mas a voz da cantora continua maravilhosa, dá até vergonha de cantar junto, empinando a garrafa. O resultado foi um sucesso sem fim, quebrando até o recorde da rainha Britney, de CDs mais vendidos na semana de estreia. Como as pessoas sofrem de amor hein, vamo parar de ser lixo galera.

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kendrick

Por Mariana Kruger

O To Pimp a Butterfly é a deixa que faltava pra Tupac voltar à Terra e passar a coroa, agora oficialmente, ao menino Kendrick. O álbum que veio arrancar das mãos do Outkast (Stankonia (2000) – sdds) os grandes prêmios do rap é, sem dúvidas, o que a black music fez de melhor em 2015. Para acalmar os corações que aguardavam ansiosos por mais maravilhas como “Swimming Pools” e “Bitch, Don’t Kill My Vibe”, To Pimp a Butterfly chegou dando chute na porta e mostrando que ainda tinha muito “meu deus essa música não pode ser real” pra vir. Com faixas ótimas pra se ouvir de fones gordinhos numa longa viagem de ônibus sem pular nenhuma, o álbum ainda proporcionou a nós, meros mortais, clipes incríveis com fotografia pra colocar qualquer cineasta no chinelo – destaque especial para o mini-filme de “These Walls”, com o lendário Terry Crews (a.k.a. Pai do Cris, aquele que tinha dois empregos) fazendo Hit The Quan (a nova dancinha do momento, Whip Nae Nae é coisa do passado). O CD, que vai da balada (alô djs!) à playlist pra malhar ou escrever o tcc (pras pessoas que tem este dom incrível que não é meu caso, preciso pausar qualquer música que estiver tocando pra escrever “oi”), tem potencial para clássico. É impossível enjoar de uma faixa que seja. Kendrick escreveu o álbum que veio quebrar paradigmas na história do rap e é amigo da Taylor Swift. Se me perguntassem o que eu quero ser quando crescer, a resposta seria: ele.

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