das coisas que eu nunca entendi

Coloquei esse vídeo para assistir ontem e minha mãe, que tem vários problemas com o meu fanatismo, primeiro ficou reclamando da gritaria. Só que, quando começou o parabéns, que ela sabia que tinha sido em Porto Alegre, ela pediu pra ver também. Alguma coisa aconteceu entre maio do ano passado, a Warped Tour e agosto desse ano – e eu não sei muito bem o que.

O que torna uma banda (ou um artista) tão especial para alguém? Eu tenho 90gb de músicas no meu computador, nem todas estão no meu iTunes e, muito menos, no meu iPod (que só tem 4gb de espaço, o que eu acho ótimo, muitas escolhas me deixam nervosa). De todos os artistas, vários tem músicas que eu gosto e ouço muito, mas não faço a menor ideia da história de vida, nome da família, planos pro futuro. E tem outros, que talvez eu nem ouça tanto, que me fazem sentir parte de algo maior, algo que eu ainda não consegui explicar. Um deles é o The Maine. Não foi sempre assim. Eu tenho um CD gravado de 2007 com músicas deles (entre várias outras bandas, claro), mas o que aconteceu de lá até o show do ano passado é meio que um borrão. 2012 foi decepcionante e 2014 mudou tudo. E esse ano provou que as coisas vão continuar pelo menos por um tempo. Depois de dois dias 100% em função da banda, fiquei sem voz, todos os músculos do meu corpo doíam e eu passei três dias gripada na cama. E o que mais me marcou de tudo isso é a sensação de que, depois de um ano horrível da minha vida, as coisas estão começando a melhorar. Algo tipo I’m through with my miserable youth.

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Não que tenha sido tudo maravilhoso, e não que eu esperava que fosse. O show bem que poderia ser mais ou menos (alô 2012, alô live stream da AC Tour), mas foi perfeito. Os fãs… teve gente DEMAIS furando fila (mas né) e o fato de que todo mundo das laterais saiu do lugar era, no mínimo, esperado (eu esperava), mas essa desorganização até que foi relativamente organizada. Tirando a louca do meu lado que queria se atirar no palco, todo mundo pareceu se respeitar dentro do possível.

Mas, infelizmente, a organização errou em diversos os pontos e eu queria saber se a Abstratti e XLive tratam a plateia dos outros shows de forma tão grosseira quanto foi com o The Maine, ou é só porque nós eramos na maioria mulheres jovens. Porque eu não trabalho nesse meio e não quero acusar ninguém, segue uma lista de perguntas com dúvidas que fiquei: De tantos lugares pra show em Porto Alegre, por que foi no Teatro do CIEE? E, conhecendo o público, porque a estrutura de fila/plateia não foi melhor pensada e organizada? Como que deixaram a fila pra ser arrumada pelos fãs depois da própria produtora ter tirado os “bretes”, consequentemente estragando a organização que já tinha sido feita? Qual a moral de ameaçar os fãs dizendo que ninguém vai entrar até que todo mundo se arrume e ficar parado só olhando? Tinham 4 pessoas com a camiseta da Abstratti parados de braços cruzados enquanto o pessoal tentava fazer uma fila decente. Eu já encarei muita confusão nesses 10 anos em que eu vou a shows regularmente, mas culpar fãs adolescentes ansiosas para conhecer seus ídolos pela incapacidade da organização de manter horários foi extremamente desrespeitoso – para não dizer outras coisas. Por que o cara da porta ficou 5 minutos checando o Facebook dele ao invés de escanear meu ingresso? Por que, quando eu parei na ponta da escada esperando o grupo antes do meu tirar foto, um segurança se jogou na minha frente como se eu fosse pegar uma arma e atirar em todo mundo? Por que eu, como fã, tenho que perder meu tempo de meet and greet porque a produtora foi incompetente? Por que eu preciso ser recebida no meet por gritos, empurrões e ameaças de seguranças? Por que DIABOS, se desconfiam tanto assim dos fãs, fizeram o show num local sem grade? Eu realmente gostaria de saber. Talvez devessem tratar melhor as consumidoras que, afinal, são o único motivo da banda ter vindo.

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Porém, no fim do dia, talvez eu seja mais fã do que jornalista – talvez a gente sempre seja mais fã do que qualquer outra coisa -, já que eu saí de lá feliz. Entrei no show furiosa e humilhada, mas saí pronta pra fazer tudo isso de novo. Não agora, que eu fiquei meio esgotada e preciso descansar, mas daqui alguns meses, ano que vem… quando der. Espero que muitas coisas mudem até lá, menos o The Maine, que…

original

Brinks, podiam ter colocado mais American Candy na setlist, né, migos?? Fica a dica.

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