encontrei minha banda favorita no supermercado

No episódio de “loucuras de fã” de hoje, contaremos como eu deletei um dia inteiro da minha vida para esperar uma banda que acabou não descendo no aeroporto e, mesmo não indo até o hotel, consegui falar com eles.

 A gente tinha um plano praticamente perfeito: íamos acordar em horários adequados (10h), eu ia receber o técnico do computador, almocaríamos em casa, iriamos ao shopping e, de lá, para o aeroporto. Era seguro, razoável e nada cansativo. Mas São Paulo estragou tudo. Ok, não necessariamente São Paulo, mas vamos lá. Algum segurança avisou que eles sairiam do hotel às 10 da manhã para o aeroporto – e realmente saíram.

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Pronto. Tomei banho, me arrumei e, enquanto esperava minha amiga ficar pronta e vir me buscar de cupom do 99táxis, terminei de fazer minhas unhas e até trabalhei um pouco. Só que esqueci de comer e, quando lembrei, fui barrada pela minha mãe porque eu já tinha escovado os dentes e me maquiado, e minha amiga estava chegando. Era razoável o que ela disse, visto que ambas pensamos que eu não sairia do aeroporto tão tarde assim. Mas era só o início de um loooongo dia (sem comida).

A última vez que eu tinha ido no aeroporto ver uma banda tinha sido em 2011, quando Cobra Starship veio pro Brasil abrir o show do Justin Bieber. Meia dúzia de pessoas esperando e a possibilidade de falar com toda banda. Tinha certeza que ia ser assim com o The Maine, já que eles são super acessíveis e desceram em todos os aeroportos do Brasil todas as vezes que vieram. Só que tranquilo é a última palavra que define esse dia.

No início, não tínhamos quase nenhuma informação: eles vinham de Guarulhos e ponto. Nada de companhia aérea, nada de número de voo, ninguém na sala de espera vindo junto pra Porto Alegre. E, de hora em hora, chegam aviões de Guarulhos aqui. O primeiro provável era das 14h30, concluímos, da Avianca. Porém, enquanto todos os outros voos eram adiantados, esse atrasava. No horário, olhamos o painel e ele havia sido transferido para às 16h20. Um voo da Tam chegou às 15h, Gol às 15h15, Azul às 15h30 e nada. O pessoal começou a esperar voo de Congonhas e, se duvidar, já dava uma espiada no desembarque quando chegavam do Rio de Janeiro.

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Quando 16h se aproximou, o painel das chegadas mudou o horário do voo da Avianca para 17h10. Tinha gente em São Paulo avisando pela Internet que eles nem tinham saído de lá, tinha gente em Porto Alegre querendo ir pro aeroporto depois do trabalho e até depois das aulas da noite. Todo mundo esperando no aeroporto estava esgotado, sentado no chão do embarque prometendo xingamento, slow clap, nem levantar quando a banda chegasse.

brabonas esperando the maine

Claro que não foi assim. Ao primeiro sinal de um grupo de caras ridiculamente altos, todo mundo levantou, deu gritinhos contidos, abanou e começou a andar de um portão pro outro tentando enxergar eles. Foi quando o baterista veio e avisou que, por questões de segurança eles não iam sair. O que foi bem estranho, já que, diferentemente de c e r t a s bandas (cof mcfly cof), normalmente não rola estrelismo. Rolou, então, essa foto em que não dá pra ver, mas estou furiosa mostrando o dedo:

Experientes que somos, fomos direto pro infame portão 5, que estava fechado por motivos de obras. Saímos pro lado oposto, tentando achar outra saída, quando fomos ultrapassadas por outras fãs gritando que iam pro portão 3. Por sorte, um segurança nós explicou onde era. Corremos até o aeroporto velho. Sim. O mesmo cara de antes veio e ficou conversando com a gente por um tempo, se desculpando por estaremos muito cansados do atraso no voo e dizendo quenvoa a gente no hotel. Foram todos pra dentro da van.

TAXISTA, SIGA AQUELA VAN. Já falei isso tantas vezes que podia ir na minha lápide, disse minha amiga. É verdade, e isso nem contando as vezes que seguimos de carro ou pedimos pra outras pessoas seguirem por nós.

Num primeiro momento, achamos que íamos perder a banda porque conseguimos pegar o único táxi de Porto Alegre que respeita sinalizações e limite de velocidade, mas alcançamos a van depois de alguns minutos de sufoco. A Farrapos às seis da tarde dá vontade de morrer, mas lá estávamos, grudados na van e o taxista nem piava, só seguia. Logo, junto com o taxista, começamos a tentar adivinhar hotéis e caminhos sem muito successo. As outras meninas do táxi já juravam que eles tavam nos despistando.

FOI AÍ QUE CHEGAMOS NO ZAFFARI DA CRISTÓVÃO… e eles desceram da van e entraram no super. A gente não sabia se ria, chorava, seguia ou contava pra todo mundo.

Entramos no super, mas achamos meio stalker demais (HEHEH), pegamos um refri já que eu não tinha comido absolutamente nada o dia todo e saímos. Esperamos na frente até saírem e fomos de boa falar com eles, que são as melhores pessoas do  mundo. Tiraram fotos tranquilo, se emocionaram com os presentes, falaram português, puxaram assunto e até gravaram vídeo pra nossa amiga que não está aí. Pedi desculpas por seguirmos  eles, que responderam “nah, that’s okay”.

Pegamos outro táxi pra voltar e, depois que minha amiga saiu do carro, o taxista perguntou qual era a banda, o estilo, etc e “tu gosta mesmo deles, né?”, respondi que sim e ele “legal”. “Bom show amanhã!”, disse, antes de eu descer.

economizar é comprar bem

Agora estou aqui no Thai in Box, escrevendo esse texto e esperando minha amiga chegar pra almoçar e ir pra fila. Amanhã conto do show. ❤️

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