paper towns: será que o livro é sempre melhor que o filme?

AVISO: CONTÉM SPOILERS

Antes de ir no cinema, assistir Paper Towns, resolvi pegar o livro e reler. Paper Towns não tinha sido um dos livros mais marcantes do John Green pra mim (sim, eu li todos), nem para o lado bom, nem para o lado ruim. Então, quando fiz uma lista mental das minhas preferências, ele ficou ali entre The Fault in Our Stars (teria sido Will Grayson, Will Grayson, mas não sei se conta?) e Looking for Alaska, brigando com o Katherines. Claro que ele tá cheio de frases marcantes e talvez o sentimento~ do livro seja o mais identificável (pelo menos pra mim), mas achei os personagens principais pouco carismáticos e – óbvio – fiquei um pouco de cara com o final.

Por outro lado, quando li de novo agora – uns 2 ou 3 anos depois da primeira vez -, o livro me marcou um pouco mais. Pode ser as circunstâncias em que li ou como minha vida se encontra agora ou o tempo que passou. Também gostei bem mais do final, não gostaria que ele acabasse de outro jeito.  Inclusive, o final do filme é ainda melhor que o do livro. Porque toda a moral da história não muda, mas gostei mais da forma como desenrolaram todos os acontecimentos da última parte. Pois é, o filme. Sei que muita gente reclamou que ele não seguiu exatamente todos os detalhes do livro (como foi o caso de TFIOS), mas também acho que não é exatamente a moral de fazer um filme deixar tudo igual ao livro. Se não, não tinha graça. Eu, particularmente, adorei o filme – e assisti com pessoas que não leriam um livro do John Green nem amarrados que adoraram a história.

No fim, eu acho que ambos formatos – filme e livro – se igualaram de alguma forma. O livro ganha, de um lado, por ser o ~produto original~ e pelas possibilidades que só a literatura tem. O filme também ganha em algumas partes pelas possibilidades do cinema. Tá, eu explico melhor.

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O filme perde:

1. Na profundidade de alguns personagens

Principalmente, o Radar e a Lacey, mas também os pais do Quentin. A participação dos pais do Q já é bem pequena no livro, mas a existência deles dá um toque engraçadinho~. Por outro lado, o personagem Radar (no caso, quero dizer que não é um problema do ator, mas de como ele foi escrito) do filme me deixou bem chateada, porque eu acho que ele é uma das melhores pessoas do livro e o filme não explora nem metade do potencial dele. Sobre a Lacey, gostei mais do desenrolar da história dela, mas parece que o filme não conseguiu mostrar quem ela era/se tornou muito bem.

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2. Explicações/desenrolar

EU SEIII que são trezentas páginas para apresentar em uma hora e meia da forma mais completa possível. Só que a segunda parte, que mostra todo o desenrolar da história e pelo que o Quentin (e os amigos) passa para chegar no conceito de Paper Towns, é a maior – e a melhor – parte do livro. A gente fica página pós página sofrendo com aquelas subdivisões, com ele achando que ela morreu, tentando entender qual a moral de Agloe… pra, no filme, eles jogarem na nossa cara como se não fosse nada.

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3. Sea World

Gravar no Sea World deve ser caríssimo (se é que é possível) e a gente não pode mais dar dinheiro para eles, sem contar que toda aquela parte é relativamente inútil e deu pra entender a moral do que acontecia na cena do filme, mas… Sea World 😦

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Bônus: mini Q + mini Margo

Eu confesso: gostei mais do fechamento da história no filme do que no livro. Porém, senti um pouco de falta de toda aquela histórinha sobre o mini Q e a mini Margo sendo detetives e ninjas e tudo a que isso explicava. No fundo, eu gostava um pouquinho do fato do Margo também sempre ter meio que enxergado o Q da forma como ele enxergava ela. Mas tá.

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O filme ganha:

1. Quentin

No livro, o Quentin talvez seja o personagem mais chato da história. Com aquela obsessão louca e sendo grosso com os amigos 24/7 só porque eles não são tão loucos quanto ele. No filme, só tem uma ou duas vezes que dá vontade de socar o Q. Ele até (considerando) é um cara bem legal? Acho que um pouco pelo roteiro e um pouco pelo Nat Wolff.

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2. Angela (namorada do Radar)

Em toda essa história de cortar e ~aplanar~ personagens, um choque (bom) que eu levei foi a participação da Angela no filme, consideravelmente maior do que no livro, onde ela é só a namorada do Radar que aparece mais para ser citada do que falar algo de fato. Acho que deu um equilíbrio maior pro filme – e um up na participação do Radar, que até road trip tava quase 0.

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3. Trilha sonora

Eu sou o tipo de pessoa que fica tão focada na storyline, que não consigo prestar muita atenção nos detalhes – pelo menos na primeira vez que assisto um filme. Não foi o que aconteceu com Paper Towns, porque a trilha é basicamente perfeita. Dei uma cantadinha quando começou Taxi Cab, do Vampire Weekend; chorei com Burning, do The War on Drugs, tocando durante a road trip; e quase levantei e saí dançando com Falling, das Haim, na festa. tumblr_nr64w8wxIv1ua5ml8o1_r1_500

Bônus: Ansel

Sei lá o que falar, nem gosto dele tanto assim, mas quase dei um gritinho no cinema quando ele apareceu porque Gus.

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2 comentários

  1. Comentários em blog não costumo fazer, mas vou ter que comentar esse. Primeiro, obrigada por relembrar o que ficou de fora do filme, eu leio as coisas e costumo não lembrar o que li. Depois do post fez mais sentido pra mim o que ficou faltando. Consigo concordar com quase tudo… eu também não gostei muito desse livro, fiquei de cara com o final (talvez eu devesse ler ele de novo). Acho que foi um livro muito mais legal pela jornada e isso que ficou faltando no filme, pra mim. Foi realmente a parte mais legal do livro, as pesquisas no Omnictonary, todos os enigmas, eles acharem que ela estava morta… no fim, foi tudo meio É ISSO AÍ E DEU. Sea World pra mim é IMPERDOÁVEL ter ficado de fora =( Só tem uma menção disso da Mini Margo, mas eu imaginava muito essa cena, eu precisava dela, não consigo perdoar, eu acho. Eu não lembro de ter curtido tanto o Ben quanto eu curti no filme, ri muito mais do que lembro de ter rido no livro (embora eu realmente precise ler de novo…) Acho que a Cara personificou bem a Margo que eu imaginei quando li.

    E quem não gritou quando o Ansel apareceu que atire a primeira pedra! (eu gritei mesmo!)

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