backstreet boys em poa: o que aprendemos

Se você voltasse pros anos 2000 e nos dissesse que os Backstreet Boys fariam 01 show com ingressos esgotados em Porto Alegre, nós não iriamos acreditar. Mas, sim, isso rolou ontem, e mesmo a gente não indo ao show #TEAMNSYNC, fomos até a fila no Pepsi On Stage ver qual é que era dos velhinhos da rua de trás (já fizeram essa?).

Os BSB são muito espertos e devem ser admirados por isso. Eles podem não ser tão ou nada relevantes musicalmente hoje em dia, mas eles sabem que aquela fã que tinha 12 anos em 1996 ainda existe hoje, no fundo de uma adulta que tem grana pra poder bancar mais do que a revista-pôster e o CD. E eles jogam pra essa torcida. Lá nos EUA já rolou o cruzeiro do BSB e, durante a turnê no Brasa, os fãs podiam comprar belíssimos pacotes ouro, prata e bronze, que davam benefícios como meet & greet, passagem de som e etc. Além de uma baladinha after no Beco. Toda aquela alegria de fã de conseguir uma foto (selfie, né) e um acesso ao backstage agora estava ali a distância de um cartão de crédito internacional.

IMG_5173À primeira vista – enquanto íamos do aeroporto até o Pepsi -tudo parecia meio igual a sempre: vários cambistas e camisetas, bandeiras, faixas e demais lembrancinhas. Porém, já ali notamos algumas diferenças do último show que cobrimos~ (sdds Demi). Para aproveitar a chegada do inverno, o pessoal inovou vendendo também LUVAS (porque só assim pra aguentar o frio que tava) e elas eram bem baratinhas: só 5 pila. Outra novidade, pelo menos pra nós, é que tava rolando COMBO e quentão nas banquinhas pra acompanhar os clássicos churrasquinho e cachorro quente. Achamos um bom atrativo para ficar na fila.

Isso também era um pouco o reflexo do público que tava por lá: nada de adolescentes*. Não era exatamente inesperado que poucas pessoas ali na fila tivessem menos de 25 anos, mas a gente ficou meio chocado quando chegou – pode não parecer, mas normalmente só cobrimos eventos young adult. As diferenças eram que o pessoal era mais tranquilo e podia beber; também dava pra ver que tinha gente fã há muuuuitos anos, tipo uma mulher que estava com uma bandeira ANTIGUÍSSIMA de quando o mundo não era tão globalizado e a gente tinha que comprar pôsters de banca de revista e merch falsificado para ter qualquer lembrança das bandas. Por outro lado, fã que é fã sempre vai ser fã – ou seja, tinha gente de faixa na cabeça, gente que acampou desde sexta-feira (nesse frioooooooooo) e as meninas do fã-clube com camisetas personalizadas.

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* Para não dizer que não vimos adolescentes, no aeroporto tinham várias esperando pelo PC Siqueira, que, diferentemente dos caras da Cachorro Grande, curte Backstreet Boys.

Ao fim da nossa pesquisa antropológica, acabamos com duas lições de vida bem importantes. A primeira é que nos demos conta que infelizmente não temos mais condições mentais de dormir em filas (e nenhum artista pelo qual ainda faríamos isso – por enquanto). A segunda é que prometemos ir no show do One Direction no Brasil em 2016. Vai que eles terminam ano que vem e a gente tem que esperar 20 anos pra finalmente vê-los ao vivo? Nossos corações não aguentariam.

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