por que alta fidelidade ainda está no nosso top 5 de indicações certeiras de livros

Basicamente, o livro é um manual de como superar relacionamentos fracassados e outras agruras mais.

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1. Não tenho dúvida que qualquer leitor do 36 consegue se imaginar no lugar de um dos personagens (ou vários, provavelmente)

De muitas maneiras o protagonista de Alta Fidelidade antecipou e foi representativo de fenômenos tão horizontais quanto profundos nessa pós-modernidade louca e globalizada em que vivemos. Ora pois, o underdog perdedor com um trabalho medíocre (só em termos financeiros, já que dono de loja de vinil deve dividir a liderança com balconista de videolocadora no ranking de trabalhos que todo mundo acha interessante mas pagam mal) que (spoiler) só encontra algum tipo de sucesso (?) como DJ – em si uma atividade (me recuso a chamar de profissão) que não requer nenhuma grande habilidade – descreve diversos sintomas da atual juventude média do ~~mundo ocidental. E, pra contemplar aqueles jovens-adultos focados e dedicados ao trabalho, com metas claras a curto, médio e longo prazo e empregos exigentes em multinacionais, temos a cara-metade de Rob Flemming, Laura. Até mesmo estes dedicados motores da economia devem encontrar algum alento na história.

2. O que a obsessão de Rob em fazer listas de top 5 e seleções de “o que levar para uma ilha deserta” nos ensina?
Bom, pra começo de conversa, que boa parte daquilo que nos forma/constitui é nossa escolha. Ao definir quais os cinco piores fins de relacionamento, ele escolhe quais vão afetá-lo, quais fazem parte da narrativa de sua vida. E isso importa pois ecoa nas decisões que tem que tomar no presente. Além disso, ressoa fácil na nossa realidade de consumidores de showrnalismo e infotainment baseados em listas.

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3. Desde 95, quando o livro foi lançado, o consumo de música mudou radicalmente. Mas nem tanto.

O declínio e a ascensão do vinil frente ao CD e ao mp3 nos colocaram num lugar onde a ideia da manifestação física da música em oposição à abundancia digital ainda se mantem atual. Sobre isso, vale a pena ler algumas linhas que o próprio Hornby escreveu.
Bônus: todas as músicas que são citadas no livro e que aparecem no filme são bem boas e vale a pena baixar – ou comprar os discos.

4. Como a maioria das pessoas não tem a capacidade taylorswiftiana de transformar dor de cotovelo em catarse musical e Grammys, é bom se deparar com uma figura gente-como-a-gente que – caso o Facebook existisse 20 anos atrás – sofreria em público, forçando na timeline dos amigos aquela música depre.

Aliás, mais um dos debates definidores do livro é “Did I listen to pop music because I was miserable? Or was I miserable because I listened to pop music?” #pararefletir

5. Aquele humor britânico autodepreciativo que todo mundo aprendeu a amar é um grande legado que a ~~terra da rainha deixa para o mundo.

Esse tipo de auto zoada é um grande mecanismo de defesa. Além de ser divertido pacas.

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