36 discos de 2014 – parte 06

altjcd

Por Carina Schröder

Tenho certeza que todos estavam com expectativas altíssimas em relação ao álbum que seguiria o belíssimo “An Awesome Wave” do Alt-J. E posso dizer com mais uma certeza e certa #humildade que “This Is All Yours” não só não desaponta como pode ser considerado um dos melhores discos do ano. Com músicas um pouco mais introspectivas~~ que o seu antecessor, o álbum traz uma mistura de gêneros, ritmos e letras que combinam palavras doces e agressivas com uma voz que arrepia até o último fio de cabelo. É o tipo de álbum perfeito se o dia está chuvoso, se está um dia de sol, se você quer ouvir com seus amigos, sozinho, não importa. Sou tão parcial que apenas não consigo descrever esse disco (e banda) incrível sem agir como uma completa fangirl. Não consigo evitar. Se você ainda não ouviu esse belíssimo álbum (ou se você ouviu, também), faça um favor a si mesmo, sente no seu quarto com apenas uma luzinha baixa acesa, deite no chão, acenda um incenso, coloque seus fones de ouvido e aproveite essa ~~experiência. Estou exagerando? Talvez, mas juro que não vão se arrepender.

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Por Anna Carolina Chies

Quem diria que de uma série da Nickelodeon sairia uma cantora pop de grande potencial? Pois é, Ariana Grande, saiu do papel bobinho de uma série adolescente (em que sua personagem tinha um cabelo vermelho tia-do-bailão) diretamente para a vida de fama, ryquesa e boys magia, tudo isso conquistado por sua voz maravilhosa, que foi/é muito comparada com a da Mariah Carey. Ok, todos nós sabemos que Ariana nunca será Mariah e acho que até ela mesma se deu conta disso. My Everything, seu segundo álbum, saiu totalmente daquele clima “quero ser Mariah”, que o primeiro, Yours Truly, tinha.  Aliás, My Everything é totalmente escutável do inicio ao fim, sem ter que fazer aquela pausa por conta da irritação causada pelos uivos/gritinhos e pela sensação esquisita de excesso de anos 90 com seus milhões de estalinhos de dedos nas músicas. Eu costumava a ter um preconceitosinho com a Ariana Grande, porque achava que ela queria ser uma mini cópia da Mariah, mas esse segundo cd me deixou es-tar-re-ci-da de emoção, porque ele não é apenas bom, ele é MUITO bom e é a prova de que Ari (agora virei íntima) além de talento, tem estilo próprio. Com suas botas brancas gigantes e figurino excêntrico (pra não dizer de gosto questionável), Ariana Grande em 2014, esteve presente num cenário sessentinha op-art/hipnotizante junto com Iggy Azalea, em uma nave espacial maravilhosa com Zedd (aquele DJ gatinho), em milhares de premiações importantes do mundo da música e na festa do pijama da Taylor Swift , antes de fazer sucesso no desfile das Angels, tudo isso graças ao My Everything.  Então, se vocês ainda não escutaram essa maravilha que 2014 trouxe para o mundo da música pop, liga no Spotify e deixa, porque vale a pena! Ariana tá de parabéns, bombou em 2014 e vai bombar em 2015 também (mas fica aí a dica de mudar o penteado, né miga).

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alvaways

Por Cleber Facchi

Canções de amor corrompidas pela melancolia; arranjos de guitarras empoeirados, efeito da captação em estúdios caseiros; vocal gracioso e melódico, declaradamente inspirado em veteranos como Belle and Sebastian e The Vaselines. Tomado pela delicadeza dos temas, este é o cenário encontrado pelo ouvinte ao longo do primeiro álbum da banda canadense Alvvays. Orientado pela voz doce de Molly Rankin, cada fragmento do registro de nove faixas parece derreter em meio a confissões sentimentais (“Ones Who Love You”) e argumentos típicos de jovens adultos (“Archie, Marry Me”), conceito delineado de forma comportada até o verso final de “Red Planet”. Aos comandos de Chad VanGaalen, produtor do disco, toda a atmosfera parece trabalhada de forma a emular o material de veteranos do Indie Pop britânico, resgatando bases instrumentais que tropeçam na obra de The Pastels, The Smiths e diferentes coletivos dos anos 1980. Entretanto, a beleza do registro não está no uso de fórmulas prontas ou referências adaptadas, mas na honestidade que preenche cada verso. Ao permitir que as próprias emoções transbordem pela obra, Rankin cria uma ponte fácil para se aproximar do ouvinte, lentamente acolhido pelo acervo harmonioso do registro.

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Por Ramiro Correa
Fiquei sabendo, como muitos, quem era Iggy Azalea no primeiro semestre de 2013, quando “Work” passou a ser considerado um hino das baladinhas pop e nigga. Ainda que fosse impossível não se pegar descendo até o chão cantando o refrão, minhas dúvidas quanto ao verdadeiro potencial da Iggy e seu futuro como cantora eram muitas, afinal, logo logo “Work” já teria enjoado e Iggy seria, então, aquela que “hm, you tried…”. Confesso que pensei muito que o máximo que ela chegaria seria ter lançado alguns singles de sucesso momentâneo, mas longe de um material sólido e consistente no que se propõe a fazer – e é aí que entra o “The New Classic”. Deixo de lado as escolhidas por Azalea pra divulgar o disco, como por exemplo “Bounce” e “Change Your Life”, pois me empolgo mais em ressaltar as que não ganharam tanta atenção. “The New Classic” possui 12 faixas, e o Top 5 – que é uma tradição que eu tenho com todo disco que me atrevo a ouvir do início ao fim – foi difícil de fazer. O álbum começa com “Walk The Line”, que foi um tapa na minha cara, já que esperava algo bem menos autêntico e diferente da cantora. A faixa é perfeita pra abrir o disco com o instrumental de vibe angelical do início, enquanto uma voz masculina diz “We don’t wanna do anything to scare your children, that’s the last thing we wanna do. We don’t wanna scare anybody”, que acompanha aquele background vocal charmoso que te deixa louco de vontade de conferir, não só o resto da música, mas todo o disco. “New Bitch” tem um pré-refrão pelo qual sou apaixonado (dou destaque pro segundo da música quando começam as batidas divinas que antecedem o refrão) e foi responsável por ter me feito várias vezes rebolar (ou tentar) sentado em rodinhas de conversa com amigas, enquanto cantava “I’m his new bitch”. “Goddess” eu diria que foi a grande revelação do disco, eu realmente não esperava pela loucura maravilhosa que começa a partir dos 2 minutos e 26 segundos, parece que a música toma outro rumo e, quando tu vê, a Iggy volta cantando o refrão que junto com a guitarra fica surpreendentemente incrível. “Fancy”, por mais que todo mundo que goste já tenha ouvido até não suportar mais, me arrancou aqueles “uooooou… uaaaaaaau” a primeira vez que ouvi, então não tenho como deixar de lado. Por fim, destaco a faixa queridinha da cantora e minha também, “Fuck Love”, que, apesar de ter uma letra bobinha, tem uma melodia tão pilhadeira e alto astral que fazem trechos tolos como “It’s my life, I’mma do who I want to. Do what I want to, and I don’t want you” te contagiarem de uma maneira absurda e te fazerem querer cantá-los nos lugares mais inusitados possíveis, basta tu lembrar que a música existe. Minha dica é explorar todo “The New Classic” deixando de lado a tal da “100”, que eu elejo a faixa cansativa do disco.
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boyhood
Por Luis Felipe Abreu
Não é uma espécie de trapaça selecionar como um dos melhores discos de 2014 a trilha sonora de um filme que possui só uma canção original? Talvez, mas a questão encrespa se o filme em questão é Boyhood (e criar playlists também não é uma arte?). Filmado ao longo de 12 anos com o mesmo elenco, o longa acompanha o crescimento de jovem Mason até sua ida para a faculdade. Uma das grandes sacadas do diretor-roteirista Richard Linklater é esta trilha: o longa é pontuado por canções pop marcantes da época em que foram lançadas, ajudando a situar o espectador na linha temporal da história e mais: criando uma cápsula do tempo que sintetiza toda uma sensibilidade particular marcante para qualquer um com menos de 30 anos. As músicas, de Coldplay a Gotye, buscam registrar a formação de um jovem que de tão genérico se torna único e o fazem captando os humores tão particulares da montanha-russa hormonal de todo piá. Como um disco vai do folk descornado de “Hate It Here”, do Wilco, ao pop hedonista de “Good Girls Go Bad”, do Cobra Starship, de um só toque? Não é a mesma promiscuidade sonora que marcou a formação de todos nós, tirando CPM 22 dos fones pra cantar Mc Marcinho com os amigos? O disco, como o filme que acompanha, busca emular a vida, ela própria. A vida, essa festa lotada demais para seu próprio bem, comandada por um DJ bêbado há muito tempo, que deixa o som rolar no aleatório sabendo que todo mundo vai dançar do mesmo jeito. E dançam.

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fresno
Por Gabriel Nonino
A Fresno definitivamente superou a SÍNDROME DASHBORDIANA das bandas emos. Explico: toda banda emo começou com aquele som de garagem, com o amp fulêro que só tem distorção e com a voz ruim de quem só sabe gritar – e chorar. As temáticas da música, portanto, não eram outras além da MINA QUE ME DEIXOU MAL. O resultado disso, a longo prazo, foi o fim de algumas bandas, como em Mineral; a perpetuação incasável dessa fórmula, como em Dashboard Confessional (é foda ter 40 anos e ainda cantar sobre encontros no HIGH SCHOOL – todos torcemos para que você supere isso, Chris); ou o surgimento de um novo patamar – SENSACIONAL – no gênero, como em Sunny Day Real Estate e em Anberlin (ambas finadas mas bem sucedidas ao deixarem um repertório que foi além do ARROZ-FEIJÃO já citado). A Fresno, desde “Revanche”, tem alcançado esse patamar. Melodias mais trabalhadas, introdução de outros instrumentos e um flerte fortíssimo com teclado no MODO ÓRGÃO foram pontuais para essa evolução. O EP “Eu Sou a Maré Viva” reflete todos esses componentes. Talvez o ápice disso seja a música “Manifesto”, cujas participações contemplam ninguém menos do que EMICIDA e LENINE. É preciso pujança pra trazer isso pro emo – e ficar bacana. O destaque do EP, entretanto, permanece sendo a canção-título, um hit chiclé que carrega todo o preconceito de quem odeia o estilo, mas traz aquilo que os poucos emos, os quais persistem em existir nesse VALE DE LÁGRIMAS, apreciam: o verso BALA pra gritar quando se está bêbado e mei-que-mal.
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MENÇÃO HONROSA SURPRESA

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Por Matheus Bertoldo

Antes de se tornar o ano da Taylor Swift, 2014 era o ano da Beyoncé (como todos os anos sempre são). Ela parou o mundo no finzinho do ano passado lançando o BEYONCÉ de surpresa, com um monte de clipe pra acompanhar, acabou a turnê dela, saiu em turnê com Jay-Z, cantou o CD todo no VMA etc. Finzinho de 2014, comemorando o 1 ano do cd que mudou nossas vidas, ela vem e faz uma versão especial: BEYONCÉ Platinum Edition. Além do disco com as músicas e do DVD com os clipes, ganhamos um EP com 6 faixas novas (ou não tão novas) faixas e um DVD com 10 performances da última turnê dela (incluindo cenas dos shows no Brasil e ela falando com a voz de narradora reflexiva que ela aprendeu a fazer lá por 2011). Entre as faixas novas, tem um monte de remix: de Flawless com Nicki Minaj (um hino), de Drunk in Love com Kanye West (ele é quase da família, então tudo bem), de Standing on the Sun com Mr. Vegas (música pro verão 2015) e de Blow com Pharrell (esse ficou ruim, admito). Aí aparecem duas músicas novas: Ring Off, sobre a separação dos pais dela, um reggaezinho gostoso, e 7/11, a música porra louca que ela só fala coisa sem sentido mas que rendeu o melhor clipe de todos os tempos. E o melhor: a versão física vem com um calendário 2015!!! Pra começar o ano novo com tudo.

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Cabôôô! A lista completa tu encontra aqui.

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