vamos todos ver ed sheeran em abril

Informação relevante: eu já estava com esse post na cabeça há meses, mas ontem finalmente criei um rascunho com o título “vamos todos ver Ed Sheeran em Wembley”, porque foi anunciado que ele vai terminar a turnê mundial de X lá tocando sozinho no palco (mais sobre isso em seguida) para 90 mil pessoas. Mas como ele vem em abril pra América do Sul, E VAI TER BRASIL NÉ PFVR, fiquei mais do que feliz em mudar esse título.

EdStory2

Daí vocês me perguntam: “Por que eu veria esse cara feinho (OPA), meio gordo (OPA 2) choramingando na frente de um monte de menininhas histéricas?”

E eu, que queria aqui anunciar pro mundo que vi ele ao vivo no Staples Center dia 27 de agosto de 2014, justamente  na X Tour, respondo:

Você deveria ver o Ed porque ele vai ser o primeiro cantor a tocar sem banda na Wembley Arena

E isso tem que significar que alguma coisa ele sabe fazer. Falo mais: mesmo pequeno e desengonçadinho, ele sabe usar o palco muito melhor que muita banda grande e artista pop cheia de bailarinos. Só ele, o violão, um loop pedal e um telão atrás são suficientes para uma performance de duas horas ou mais que não te deixa tirar os olhos do palco.

Você deveria ver o Ed porque ele conhece o próprio público e sabe exatamente o que fazer

giphy (1)

Claro que têm milhares de guriazinhas gritando enloquecidamente no show do Ed Sheeran, mas só quando ele quer que elas estejam gritando desesperadamente. Por 3 ou 4 músicas durante o set, justamente as que mais fazem a galera chorar, ele pede silêncio completo e não começa a tocar até conseguir. E, por incrível que pareça, o silêncio permanece até o fim da música. Sinceramente, OUVIR um estádio em silêncio dá quase tanta vontade de chorar quanto Thinking Out Loud.

Você deveria ver o Ed porque ao vivo ele é muito mais do que voz e violão

giphy

Não, ninguém resolve ouvir uma música do Ed Sheeran porque curtiu a batida, ou está se preparando pra balada. Sim, todo mundo resolve ouvir Ed Sheeran porque está com dor de cotovelo ou apaixonado. Porém, vale avisar que por mais maravilhoso que seja ouvir Give Me Love ou One ao vivo, o que realmente vale a pena são as faixas mais agitadas. Runaway, que finaliza com Everybody, e Don’t, com interlude de No Diggity, já me deixaram chocada (de um jeito bom), mas quando ele começou a adicionar camada em cima de camada de diferentes sons e batidas, enquanto canta You Need Me, I Don’t Need You (provavelmente a música mais odiada do +) enloquecidamente embaixo de uma festa de luzes e cenas no telão, até o velho atrás de mim que tinha passado o show inteiro sentado, levantou e ficou vidrado no palco pelos 10 minutos de música.

Você deveria ver o Ed porque ele é a versão masculina da Taylor Swift

giphy (2)

Isso é tão verdade que eles são bffs. Sem contar que a Taylor não vai vir pro Brasil mesmo, então o show dele é a coisa mais próxima que você vai ter de uma 1989 Tour. Mas a real é que, enquanto a Taylor tá lá dando indiretas no lyric book sobre pra quem são as músicas, o Ed fez um álbum inteiro pra namorada e ainda botou lá nos agradecimentos: “To Alice, the girl all of these songs are about”. Essa aí, que trocou o Ed por um coleguinha da faculdade quando ele estava em turnê ainda ganhou umas músicas bem raivosinhas no X, do lado da Ellie Goulding que achou que ia sair intacta por chifrar ele com o Niall do One Direction, mas virou single TOP 1 da Billboard no mundo inteiro e da atual namorada dele, homenageada com a música mais maravilhosa do cd, a favorita do Ed, escrita no meio da madrugada em 20 minutos.

Beijos e vejo vocês no show do Ed ❤

Quando acabar, estaremos todos assim:

tumblr_mwfcwtsP5b1rjf3qgo1_250

Anúncios

5 comentários

  1. […] Ed Sheeran, que ser iluminado. Seja fazendo baladas românticas para deixar ~as mina~ chorando em posição no chão ou ~rapping com muito ódio no coração, ele acerta todas. Isso já tinha sido provado no primeiro álbum, “+” (2011), quando a despretensiosa “The A Team” garantiu ao músico, então quase desconhecido nos EUA, uma apresentação ao lado de Elton John no Grammy. Mas “X” vem para mostrar que Ed Sheeran está muito mais perto de conquistar o mundo da música do que a gente imagina – até porque é para isso que ele está trabalhando mesmo. A mistura de estilos que percorre as faixas não é óbvia para o segundo álbum de um cantor que conquistou um público majoritariamente jovem feminino, e o mérito está justamente nisso. As baladas voz e violão continuam aparecendo melhores do que nunca, mas as escolhas de “Sing” e “Don’t” como single mostram que elas não são a principal – nem a melhor – parte.  Faixas como “Runaway” e “Bloodstream” são encantadoras pela produção, que te faz perguntar como ele, só com o violão, vai conseguir reproduzir isso ao vivo. E ele vai! Como se o trabalho fosse todo para mostrar que Ed Sheeran é muito mais do que a gente estava imaginando. Inclusive, cada música que começa em “X” traz uma surpresa, seja na batida, na produção ou nas próprias letras, que estão ou ainda mais afiadas, ou ainda mais ~meigas. Não está fácil ser melhor que esse homem em 2014, não. Ouçam o álbum e vocês também vão querer ir correndo ver ele em abril. […]

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s