Taylor Swift e o feminismo: a love story

Como vocês sabem, o corpo editorial deste site ama Taylor Swift. E até eu, que nunca gostei muito dela, me rendi. E olhem que eu ainda nem ouvi o 1989 (não me julguem).

Mas eu me rendi à Taylor antes mesmo do lançamento lacrador do álbum. Me rendi quando ela começou a falar umas coisas maravilhosas sobre feminismo (caso você não saiba eu sou a setorista de feminismo aqui do Trinta e Seis), e é isso que eu vim mostrar aqui hoje.

Nossa querida Taylor, nos tempos treva-country da carreira, cantava músicas que iam beeeeeeem contra o que é o feminismo (se você não sabe o que é, consultar a música Flawless, de Beyoncé). Com seu público xovem e cantando os amores adolescentes, a Taylor era bem senso comum e, às vezes, cantava como se tudo que as meninas fizessem fosse esperar pelo príncipe encantado e tal. Isso era tão forte nela que até criaram um perfil genial no twitter: o Feminist Taylor Swift, que adaptava as letras dela para o feminismo:

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Claro que, enquanto isso, muita gente defendia que secretamente ela era feminista, porque tinha atitudes muito firmeza (não posso opinar pois não era do fandom).

Na época do Red, perguntaram para a Taylor se ela se considerava feminista, e ela respondeu:

“Eu não fico pensando nas coisas como garotos contra garotas. Nunca fiquei. Fui criada por pais que me deram a ideia que se você trabalhar tão duro quanto os garotos, você vai longe na vida”.
Leia aqui.

SIM, A TAYLOR DISSE ISSO. Na época eu xinguei muito no twitter, fiquei revoltadíssima.

Mas as coisas mudam, né? Nesse tempo, o feminismo ficou bem mais em pauta e tivemos vááárias celebridades se declarando feministas. Destacando, é claro, a Beyoncé e toda sua destruição, além do despertar feminista da Emma Watson. E, como Jesus tem poder, a Taylor foi atingida nessa mudança. Acordou pra vida e viu que feminismo não é nada de um lado contra o outro e sim igualdade.

Ela disse, em entrevista ao Guardian:

“Quando eu era adolescente, eu não entendia que dizer que você é feminista é só dizer que você espera que homens e mulheres tenham direitos e oportunidades iguais. O que parecia pra mim, do jeito que era colocado na nossa cultura, é que você odeia os homens. E agora eu acho que muitas garotas têm tido um despertar feminista porque elas entendem o que a palavra significa. Por muito tempo, fizeram com que parecesse algo onde você se rebela contra o sexo oposto, quando não é sobre isso de jeito nenhum. Me tornar amiga da Lena [Dunham] – sem ela pregando para mim, mas apenas vendo porque ela acredita no que acredita e porque ela diz o que diz – me fez perceber que eu tenho tido uma postura feminista sem dizê-lo”.
Entrevista aqui. 

E depois do também lacrador discurso da Emma Watson na ONU, a Taylor ainda comentou sobre isso em um programa de TV, dizendo que ela queria muito ter um ícone como a Emma Watson falando sobre feminismo enquanto ela era adolescente, que isso teria feito diferença pra ela.

Moral da história: Taylor Swift tá aqui pra jogar na nossa cara que, além de conseguir pegar meia Hollywood e transformar boy-lixo em Grammy, todo mundo pode mudar de opinião e que isso não é feio. Não quer dizer que todas as atitudes daqui pra frente da Taylor Swift sejam feministas, porque cês tão ligados naquele ditado que diz que ninguém é perfeito, né? Mas a gente sempre tenta melhorar.

Parabéns, Taylor, por se permitir mudar de opinião, por dizer isso publicamente e de uma maneira tão fofa. Esperamos que as teenagers que te amam sigam o exemplo. ♥

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