por que a gente gosta tanto de ‘feel good movies’?

começo esse post confessando uma coisa pra vocês: eu sempre choro no discurso final de o diário da princesa. sempre. sempre. desde a primeira vez que eu vi o filme – acho que eu tinha uns oito anos na época. eu nunca fui aquilo que se pode chamar de popular. e, se você frequentou uma escola alguma vez na vida, sabe muito bem as consequências que isso pode trazer.

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falando especificamente de mean girls, tema da nossa semana que usa rosa nas quartas-feiras, quem é que nunca tentou ser alguma coisa que não era só pra agradar e ter a atenção dos outros? ou, ainda melhor, quem de nós não tentou se encaixar em algumas panelinhas antes de se encontrar?

traumas escolares à parte, todo mundo é um pouco loser beck, cê não tá sozinho!. regina george tinha uma mãe maluca, não tinha? essa é a primeira lição dos feel good movies, principalmente os adolescentes: o inimigo é gente-como-a-gente. e, na maioria das vezes, ser cretino/maldoso/etc. foi só uma maneira que ele encontrou de lidar com os próprios problemas e inseguranças. então, sim, a gente deveria incluir o vilão da história no lance de aceitar as diferenças. mesmo que ele seja… o vilão. isso não significa levar desaforo pra casa. a vida vai se encarregar do inimigo também. por isso que planos malignos sempre dão errado.

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esse festival de comportamento malhação nos leva à segunda lição: crescer é difícil. muito. não é um processo que tem início, meio e fim. e, pra que ele ocorra, é preciso que se cometa erros (sim, eles são necessários. sem cagada, nenhum filme tem clímax). alguém aí aprendeu alguma coisa sem quebrar a cara? se sim, pfvr, conte-nos como conseguiu. claro que, quem comete erro atrás de erro não amadurece, então, é preciso calçar as sandálias da humildade e assumir a merda que fez – e, claro, todas as suas consequências. ou seja: perder o boy, os amigos e almoçar no banheiro de novo.

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o maior ensinamento dos feel good movies, no entanto – e talvez o que tenha tornado-os tão apelativos e irresistíveis – é que, no final, o mocinho sempre vence. e, às vezes, a vitória não é aquilo que ele esperava que fosse. e ele só descobre isso quando decide ser ele mesmo. porque, afinal, todos os feel good movies que se prezem servem pra lembrar a gente de uma coisa que, às vezes, a gente esquece: Do your thing and don’t care if they like it.” 

obrigada, tina fey.

menção honrosa para meg cabot e john hughes, o pai dos dramas adolescentes.

e, não esqueçam:

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