36 discos de 2013 – parte 06

davib

Por Igor Porto

Durante a última década, enquanto Mick Jagger e Keith Richards sacolejavam de um lado a outro do palco, Paul Macca fazia 20.000 concertos ao redor do globo e Lou Reed gravava com o Metallica (wtf? sdds Lou Reed), David Bowie ia caindo em reclusão. Muita gente chegou a pensar que ele tinha abandonado a música e os holofotes. Tanto que só lembrávamos dele nas seguintes situações: 1) toca “Rebel Rebel” na balada 2) passa alguém com um camiseta da capa do Aladdin Sane ou 3) o Bowie aparece em um clipe/show do Arcade Fire. Mas agora tá de boa, porque o moço resolveu voltar. E voltou bem. “The Next Day” parece uma grande revisão de carreira, incorporando as diversas fases do ~~camaleão do rock~ (pior expressão). “Valentine’s Day” parece um Pixies meio glam, “Dancing Out of Space” é um encontro entre o indie rock e o ska, enquanto “I’d Rather Be High” e “How Does The Grass Grow?” abrem espaço para psicodelia. A melhor do disco (e uma das melhores do ano ctz) é “The Stars (Are Out Tonight)”, que parece uma Moonage Daydream com roupas do século XXI. Por fim, tem também as baladinhas breguinhas-porém-queridas “Where Are We Now?” e “You Feel So Lonely You Could Die”. Enfim, “The Next Day” é um disco nostálgico de um cara que soube envelhecer bem. Num ano em que perdemos tantos heróis (sdds Mandela, sdds Chorão, sdds Lou Reed de novo :/), é bom saber que um deles continua entre nós, disposto a provar que o passado também tem um futuro.

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ladygags

Por Douglas Hengen

“My Artpop could mean anything”. Quando Gaga canta essas palavras na faixa título de seu novo álbum, tudo faz sentido pra mim. O pretensioso “álbum do milênio” (Gaga disse isso no twitter) é um verdadeiro ato de ostentação de toda potência criativa e vocal da cantora que é obcecada em ser criativa. A discussão se o álbum é inovador ou não, arte ou não, não parece importante quando o ouvimos. Faixas como “Venus”, “G.U.Y” e “Gypsy” viciam e grudam na cabeça de maneira tão forte que é quase impossível não se pegar cantarolando elas no elevador. As despretensiosas “Fashion”, “Sexxx Dreams” e “Donatella” servem como o fill perfeito pro álbum: chicletes, divertidas e viciantes. Já “Dope” e “Mary Jane Holland” são autobiográficas, de um passado que Gaga, pelo visto, lida de uma forma boa. Todas as faixas são salas de um apartamento, onde as referências são quadros pendurados na parede. “ARTPOP” é uma experiência diferente de tudo que um fã de pop ouviu esse ano. Mesmo os mais fracos momentos do álbum são cuidadosamente construídos. Coerentemente canalizando R&B, Techno, disco, synth pop, rock e até trap music, Gaga nos ofereceu seu álbum mais musical e liricamente diverso até hoje. “ARTPOP” é imperfeito, mas assim é seu criador. É um álbum complexo, que deve ser aplaudido.

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briteneyjean
Por Xarão Zinho
Olha, a única certeza da vida é a morte, certo? Errado! Tem outra: Britney Spears jamais vai lançar algo irrelevante. Pode ser um fracasso comercial, mas jamais vai passar em branco. E “Britney Jean”, seu mais recente disco, é uma prova disso. Rob Sheffield, crítico da Rolling Stone, revisou a carreira completa da estrela para entender o novo trabalho. Tem um motivo pra isso. Não estamos falando de um artista qualquer. Britney é uma lenda viva e deve ser tratada como tal. A cantora, que mal canta ao vivo, não posso negar, entregou um novo disco com pouca inconsistência. Mais um ponto! Ela pode gravar o que quiser, trabalhar com quem quiser. E quem pode fazer isso hoje em dia? Não se engane! Poucas. Não temos a mágica de “Britney” (2001), o vigor de “In The Zone” (2003), nem a coragem e a genialidade do “Blackout” (2007), mas temos toda a credibilidade de um dos nomes mais marcantes da cultura pop. Britney Spears é um fenômeno único. É firme ao lado dos donos do campinho! Abençoada pelo falecido Michael Jackson e pela senhorinha Madonna. Nada pode ser feito e nada pode mudar isso. Beyoncé, a Rainha Illuminati, pode lançar 70 músicas inéditas com 10 clipes para cada, Katy Perry pode fundar a sua rádio própria, Miley implantar três linguas na boca e a Lady Gaga assassinar a Madonna no próximo VMA. Nada vai conseguir tirar o brilho de Britney e de qualquer coisa que ela decida lançar. A princesa do pop pode tudo! Aliás, pode não fazer nada se assim quiser. O melhor é aceitar! As melhores: Body Ache, Passenger, Til It’s Gone, Chillin’ With You e a SENSACIONAL Alien. Um beijo!
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shoutoutlouds

Por Laura Gruber

O Shout Out Louds é uma das minhas bandas do coração, ou ainda, a banda sueca mais querida do mundo. E quando a banda do coração da gente lança disco, a gente gosta. Mas eu confesso que tive certa resistência ao Optica quando sentei pra ouví-lo pela primeira vez. Essa resistência que criei pode ser explicada pelo fato de o álbum ser cheio de experimentaçõezinhas, sintetizadores, tecladinhos, barulhinhos e uma impressão meio espacial e introspectiva, que, à primeira vista, parecia meio excessiva comparada às músicas mais simples e deliciosamente grudentas dos discos anteriores (uma amiga descreveu o Shout Out Louds como feliz-triste uma vez, e eu ainda não achei outra forma mais adequada de classificá-los). A minha resistência com o disco, porém, caiu por terra com a genialidade e as guitarrinhas de Illusions – que é a melhor do álbum e uma das minhas preferidas de toda a discografia – e Circles, que, quando termina, a única coisa que eu consigo fazer é dar replay.

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jeneci

Por Guilherme Daroit

Taí um disco que quase ninguém gostou, mas vocês estão errados. Depois do baita disco de estreia, Jeneci sobreviveu à MALDIÇÃO DO SEGUNDO DISCO e o fez ainda melhor. A lógica continuou a mesma – músicas mezzo bregas, gaita esporádica e melodias alegrinhas, essas coisas que fazem as canções dele serem tema de novelas da Globo – mas dessa vez os arranjos realçaram seus QUÊS de black music sem perder o clima VIOLINHA NO CAMPO que marcou o primeiro disco do rapaz. Tem desde música pra galerinha se matar após entrar em depressão profunda (Tudo Bem, Tanto Faz) até umas bobeirinhas meio sem sentido boas pra caramba de escutar e grudentas (Julieta, Só Eu Sou Eu). O melhor de tudo é que agora já dá até pra brincar de BINGO só com as vezes que TEMPORAL, TEMPESTADE, CHUVA e afins aparecem nesses dois discos. Esse De Graça não é bem de graça, assim como o show a SESSENTA CONTOS, mas é um baita álbum. Curtam-o.

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paulnew

Por Todo Mundo

MELHOR CD DO ANO PORQUE É ÓBVIO QUE SIM. Afinal, é o sr. Paul.

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Estão ouvindo os coros de aleluia? É que a melhor lista de 2013 chegou ao fim ❤

Sempre bom pra comparar: partes 01, 02, 03, 04 e 05.

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