36 discos de 2013 – parte 05


youthlagoon
Por Gabriel Prates

Sabe como dizem que tu só tem até os 23 anos pra ser gênio? Trevor Powers tinha 22 anos e alguns meses quando resolveu fazer um album. Como se ninguém tivesse dito “cara, não é tão simples fazer um álbum” ele criou sua persona musical, Youth Lagoon, e lançou o maravilhoso The Year of Hibernation – tão maravilhoso que foi parar nos ~destaques~ do Pitchfork, onde eu conheci o rapaz (porque no indie eu sou mainstream).
Dois anos se passaram e ele amadureceu o pouco que faltava em um álbum ainda mais fechadinho. Mesmo feito em estúdio, o Wondrous Bughouse mantém a pegada fiz-no-Audacity e o tom melódico quase pop do primeiro album. Tudo isso sem sair da linha psicodélico-conceitual, como mostra a faixa-introdução de mais de 2 minutos. Além de um fazedor de sons, como se proclama no twitter, o menino Trevor Powers é role model para todo jovem hipster que sente que pode e só não se levantou pra fazer até agora: vai lá e faz, cacete. O link do Audacity tá aqui: http://audacity.sourceforge.net/.

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beyonce
Por Luan Ott

Imaginem: umas das maiores performers de todos os tempos (as listas eletivas afirmam isso, então sem recalque, ok?) dá apenas pequenas indicações de material novo, vaza na internet fotos de gravações e, do nada, lança algo completo. Não poderia ser diferente: em meio ao deserto, um oásis deixa qualquer andarilho desesperado para desfrutar de toda sua abundância. E não deu outra. Em três horas, 80 mil cópias vendidas.

E foi só isso pelo qual foi aceita. Apesar de suas músicas serem facilmente apreciáveis, “Beyoncé” não tem canções comerciais, radiofônicas. Sentimos um R&B mais melódico (80%) e um Hip-Hop mais bruto (Yoncé, Partition). O pop de Grown Woman, que nem está nesta edição, quase nem existe. Só dar o ar em XO, que não tem potencial para um TOP 10. O resultado é um álbum muito mais autoral do que comercial e foi preciso esta inteligência tática para promovê-lo a sucesso.
Se isso fosse um jogo de xadrez, os peões atacariam comprando o álbum, derrubariam as torres de Katy Perry, Lady Gaga, Rihanna e Britney Spears e provariam que Beyoncé é sim a rainha que permanece protegida e intacta. Sendo assim só resta uma coisa a dizer:

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unknown
Por Guilherme Guedes

Aquele mergulho confiante de ponta-cabeça numa poça de lama, um cochilo na rede depois de comer 1,2 kg no self-service, o relaxamento surpresa que lhe domina quando tudo dá tão errado que não há nada a fazer. Talvez seja uma espécie de efeito Rubens Barrichel… er… retardado do uísque batizado do último fim de semana, mas são essas as sensações que me vêm à tona para descrever II, o segundo (claro) álbum do trio neozelandês Unknown Mortal Orchestra.
II não é álbum pra ouvir na balada, mas é perfeito pra curtir uma ressaca. Com psicodelia na medida para não ficar chato, e canções pop capazes de grudar na cabeça sem que você queira uma lobotomia para arrancá-las depois, o disco surpreendeu e conseguiu chamar atenção em um ano lotado de grandes lançamentos.

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arianagrande
Por Bruno Louzada

Surpreendi a todos, inclusive a mim mesmo, quando percebi que o meu álbum pop favorito de 2013 foi “Yours Truly”, da Ariana Grande. Como o “grande amante” (dica de nome para a fanbase da cantora hehe) de música pop que sou, quando vi que uma atriz da Nickelodeon, com carinha de princesa da Disney, ia lançar um álbum solo, eu sabia o que deveria fazer.
Assim que o CD lançou e eu o baixei, passei mais ou menos um mês sem ouvir outra coisa. Com uma ~vibe~ meio “Rainbow”, da Mariah Carey, versão adolescente, Ariana lançou um álbum de estreia perfeito. Da primeira à última faixa, “Yours Truly” é composto por musiquinhas de amor com letras bobas e lindas, cantadas por uma das vozes mais melódicas que já ouvi. Uma produção que vai de “Babyface” a Mika, o álbum traz um R&B divertido e moderno. A maneira com que ela conseguiu transmitir sua *persona* em um CD de estréia é admirável. O top 3 é “Tattooed Heart”, “Baby I” e “Honeymoon Avenue”.
Muitos podem achar extremamente lame, mas, pra mim, “Yours Truly” é uma obra-prima. Agora só falta esperar pelo sophomore que vem em 2014

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amarantecavalo
Por Laura Gruber

O mundo poderia ser dividido em pessoas que gostam de Los Hermanos e pessoas que não gostam. Se você acha um saco, talvez não entenda porque o disco do Amarante é tão incrível, mas ok. Eu não entendo quase nada de música, especialmente música brasileira e, ainda assim, me senti confortada por cada uma das onze faixas, cantadas em português, inglês e francês. E até o Devendra concorda que Cavalo é um grande disco. Baseado no sentimento de ser estrangeiro, o álbum é o Amarante se procurando como artista. Cavalo é o primeiro trabalho solo dele e, segundo algumas entrevistas, parte de coisas já ditas em músicas como “Primeiro Andar”, “O Velho e o Moço” e “Evaporar” – esta última do Little Joy. Resumindo, Cavalo é um disco pra sentar, dar play e ouvir do início ao fim, sem shuffle ou atividades paralelas.
Ps.: além de lindo, muso, barbudo e talentoso, Amarante é simpático e cheiroso também.

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demilo
Por Pedro Miguel

Esse disco provavelmente não vai estar em nenhuma lista hipster de melhores do ano, porque tem tudo que qualquer pessoa dita séria na música odeia, mas em compensação tudo que uma adolescente de 16 anos ama – todos nós temos uma dentro de nós, não esqueçam – e por isso merece espaço nessa lista. Pop chiclete genérico, baladinha de superação adolescente, músiquinha de pseudopaquera, tudo isso tem em “Demi”, 4º álbum da Demi Lovato.
E, se a gente começou a respeitar e amar a Demi em 2012, como musa/icone da superação, a expectativa para esse álbum eram músicas que, enfim, pudessem ser aproveitadas na boate – coisa que até então não rolava muito. E graças a deus, os singles “Heart Attack” e “Made In the Usa” bombam sempre em qualquer baladinha pop e trago meu testemunho pessoal de que quando ataquei de DJ no último sábado toquei o atual “Neon Lights” e foi SU CE SSSO! Todos cantaram e até escorreu uma lagriminha aqui tamanha a emoção.

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CALMA, JÁ TÁ ACABANDO

(partes 01, 02, 03 e [pausa para respirar] 04)

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