36 discos de 2013 – parte 03

deafheaven

Por Leo Baldessarelli
O pessoal do Deafheaven tem tudo pra ser chamado de poser pela NAÇÃO TRVE. Os caras tocam um estilo que surgiu no ‘movimento nacionalista norueguês queima-igreja’, ‘se vestem como hipsters’ e põe uma capa rosa num disco de metal (mais ironia hipster). NO ENTANTO, os caras são bons pra cacete. Claro, na primeira ouvida é foda. É um monte de berredo e guitarra tocando a mesma coisa por minutos, mas é só parar e prestar atenção que se descobre melodias aqui, ali. Quando a gente olha já tá curtindo o disco inteiro. Isso sem contar as partes ~progressivas~ em que entram violões e tecladinhos dream pop. No mais, é um disco que me fez bater a cabeça na parede fazendo um headbang. É pra quem curte metal. Se tu curte, vai firme, é uma das melhores coisas dos últimos tempos.

unnamed

disclo

Por Bê Alencastro
Sabe quando um álbum fica “redondinho” de verdade? Aquele que você ouve do início ao fim e pensa: “não é que todo ele faz sentido”? Pra mim, é isso o que acontece com Settle, o álbum debut do duo inglês Disclosure, que foi lançado na metade deste lindo 2013. Os irmãos Guy and Howard Lawrence, super tímidos em suas apresentações, são uma explosão de talento em suas produções, praticamente todas elas com participações fodásticamente especiais – como Jessie Ware, Eliza Doolittle, Aluna George, Sam Smith e mais uma galera das boas. O som é uma misturinha deliciosa de house, tecno, pop e um pouquinho de underground rock. É pra bater o pezinho, balançar a cabeça e ficar batucando as batidas viciantes dos caras. Ouça, em looping, Confess to Me, Latch, White Noise e F For You.

GIF reaction:

tumblr_m19mamp7b21r76bkqo1_500

faloutboy

Por Jéssica Mazzola
Depois de um hiato de 4 (infinitos) anos, o Fall Ouy Boy lança seu sexto álbum. Save Rock and Roll é daqueles álbuns que eu classifico pra mim mesma como ~~atemporal, que sempre vão lembrar/associar outras épocas, outros momentos e que por si só já são uma imersão naquele mundinho próprio de cada ouvinte. Tipo aqueles amigos que a gente faz de forma aleatória nas férias de verão e parece que já conhece a vida toda, sabe? Contando pequenos causos e obviamente fazendo a gente se identificar com todos eles, os conhecidos acordes e gritinhos do quarteto fazem jus a toda essa ~viagem~. Com um toque mais eletrorock, mesmo que o nome fale sobre “salvar o rock tru”, o Fall Out Boy vai reencontrar os fãs antigos e conquistar uma nova geração de gente que curte dancinhas e nerds tatuados HE. E pra ajudar na ~imaginação, o álbum tem o projeto de apresentar uma história seriada dividida em 11 clipes representando todas as músicas (e, diga-se de passagem, já lançaram até o 7 e tá tudo lindo). Além de participações de Elton John, Foxes, Courtney Love e Big Sean, o álbum segue naquela linha de música pra ouvir, sentir e cantar bem ~cray andando de carro num estradão sem fim

GIF Reaction do momento em que alguém me diz que é banda de adolescente e que o Patrick não é o cara mais amor da vida:

tumblr_mpnd101oko1r8wb5ko4_250

 ARCTIC

Por Rafa Duarte
Em 2013, o Arctic Monkeys cansou de ser banda de garagem e AM veio como o mais maduro disco já produzido pelos britânicos. As guitarras e os vocais instantaneamente reconhecíveis de Alex Turner estão lá, dessa vez, no entanto, acompanhados de backing vocals no estilo R&B e batidas mais fortes. Do hit “Do I Wanna Know?” até a faixa de encerramento “I Wanna Be Yours”, o Arctic não deixa a peteca cair em um disco sem faixas fracas. Destaque para as viciantes Knee Socks e Arabella.
O resultado é um dos álbuns mais sexy e consistentes do ano.  AM é muito sexy por sinal, trilha sonora perfeita para o pole dance, strip-tease e o que vier depois.  É impossível não amar. Até mesmo os hipsters chatos devem gostar, afinal, em qual outro disco 3 faixas têm ponto de interrogação no título?

GIF Reaction “Só consigo pensar nisso enquanto toca Do I Wanna Know?”:

tumblr_mws1aqF45S1slccufo1_500

haim

Por Mariana Vasco
Uma mistura de Spice Girls indies com uma pegada bem 80’s (especialmente nos synths). Isso é Haim e seu “Days Are Gone”. Sem nenhuma faixa propriamente de “pista”, mas com uma pegadinha mais dançante, é daqueles discos que tu te pega batendo pézinho do ínicio ao fim. Minha personal favorite é  “If I Could Change Your Mind” que em momentos me lembrou dos sucessos da Whitney (crack is wack!). Com certeza, é o som perfeito pra curtir numa roadtrip com as amigas, embalar uma tarde de trabalho ~boring~ ou tomando drinks na beira da piscina.

GIF Reaction:

haim

justin

Por Antônio Xerxenesky
Se em Futuresex/Lovesounds, de 2006, Justin Timberlake tentou delinear o que seria a música pop do futuro, em 20/20 Experience, lançado após 7 anos de silêncio, J.T. se volta para o passado. Desde os figurinos sugados de Mad Men até as coreografias cada vez mais inspiradas em Michael Jackson dos clipes, tudo ao redor de 20/20 Experience está mergulhado em história e, se pensarmos no disco no Grande Contexto da Música Pop Atual, de Rihanna a Britney, de Katy Perry a Miley Cirus, Justin é o patinho feio da turma.
Sérião, não faz sentido a existência de um disco como esse, repleto de músicas com oito minutos de duração, diversos segmentos, sem contar no abuso de falsetes e instrumentos de sopros, e com letras melosas, de amor romântico e antiquado. É um disco absurdo, megalomaníaco, dividido em duas partes, excessivo, cheio de gorduras e trechos desnecessários. Que alegria!

GIF Reaction:

justin

***

Curtiram?? Já não aguentam mais ouvir falar de lista de discos? Pois aguarde, ainda faltam 18!!

(leia também a parte 1 e a parte 2)

Anúncios

8 comentários

  1. GENTE VCS SE ESQUECERAM DO CD FLAWLESS DA JANELE MONAE, QUE TIPO DE BIXA HIPSTER VCS SÃO? E BOTARAM UNS CD’s FAROFAS (que sim todos vamos rugir com kátia perez na festa mas o que esse cd vai significar daqui a 2 meses? por sinal isso não se aplica a miley cyrus o qual o recap do cd foi maravilhoso, parabéns para Marina Teixeira que soube falar de um assunto tão complicado de forma suave) achei só que a lista foi muito billboard top 40 e se arriscou pouco em mostrarn albúns bons que passaram batidos por não serem tão farofeiros como o flopado We Need Medicine do Fratellis, claro que a lista teve um pouco disso como o rapaz que recapou perfeitamente Settle que passou meio batido esse ano, deveriam ter botado mais albúns assim ~ minha opinião~ e faltou também explorar o campo brasileiro tipo o lançamento delicioso de Motel da banda uó que é uma gema maravilhosa do nosso país tropical. parabéns pelo trabalho e tal

    Curtir

    • kkkkkk boa felipe!! mas a gente não é ninguém na cena, pedimos pra nossos amigos escrever sobre qualquer um que eles quisessem. se quiser mandar algum, chama a gente no facebruxo!!

      obs.: amamos top 40 da billboard e 7 melhores da pan!!

      Curtir

      • apenas querendo fazer a ressalva que Freitas Duarte me alertou que motel é de 2012 (MAS FODA-SE PQ ELE É TIMELESS E UM DLÇ SEM TAMANHO E BOTARIA ELE NO TOP ALBUNS DE 2017) ~ obs.: amamos top 40 da billboard e 7 melhores da pan!!~ melhor obs do planeta. super gostaria de participar de qualquer top pedante que vocês fizeram apenas para falar da minhas cantoras nêga underrated e bandas gays aleatórias que ninguém da uma foda ❤ falem pro duarte me alertar o próximo projeto de vocês que faço um recap dlç guest star usando reactions gifs da Honey Boo Boo ou de algum episódio de American Next Top Model.

        Curtir

  2. “The Next Day”, do nosso eterno camaleão David Bowie, não poderia ficar de fora desta lista de 36 álbuns do ano. O britânico mais bem vestido de todos os tempos, segundo a BBC History Magazine, surpreendeu (ou não?) com singles dançantes como “Valentine’s Day”, “The Next Day” e “Dirty Boys”. Fora as primorosas canções somadas a bons clipes “Valentine’s Day”, “Where Are We Now?” e “The Stars (Are Out Tonight)”.

    Depois de dez anos para, oculto da sociedade e sem gravar, o 20º álbum da carreia de um dos maiores roqueiros vivos de todos os tempos conseguiu agradar a massa com músicas dançantes, emotivas e que mostram toda sua personalidade obscura/estilosa. Em apenas uma semana, o álbum de Bowie se tornou o mais vendido no Reino Unido, feito que o camaleão não atingia desde os anos 1990. Baita álbum que faltou na listagem de vocês!

    Há braços!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s