36 discos de 2013 – parte 02

vampire

Por Tobias Carvalho
Sete anos se passaram desde a formação do Vampire Weekend até a criação da sua obra-prima. Modern Vampires of the City é um camarote que agrega tudo de bom da banda: as guitarras energéticas, o ritmo de afrobeat, o teclado bonitinho e a voz encantadora de Ezra Koenig. Além de tudo, injeta algumas baladas, alcança perfeição lírica e proporciona alguns dos melhores hits que o Vampire Weekend já criou.
Modern Vampires of the City tem o balanço perfeito. Desde as músicas rápidas e explosivas (Diane Young, Finger Back) às melodicamente comportadas (Unbelievers, Step), a banda cria o seu disco mais acessível — sem deixar de ser indie — e com maior sucesso nas composições. Salvo os experimentalismos (Hannah Hunt, Hudson), tudo flui de um modo bem pop. Ya Hey é a música do ano. Os vocais de chipmunk são irresistíveis, e o refrão é monumental. Tem valor a banda que superar essa delicinha em 2014. Cuidado ao se entregar aos versos e às melodias de Ezra Koenig: eles são extremamente viciantes.
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yeezus
Por Susi Borges
Acho que poucos lançamentos esse ano foram tão ousados e desafiadores como Yeezus. Juro que tentei fugir do clichezão ~~não é um disco fácil, mas foi mais ou menos essa sensação que tive na primeira, segunda e até terceira ouvida. Kanye, mais uma vez, conseguiu fugir da fórmula pré-estabelecida da turminha da mesma escola que ele faz parte (beijo, Jay-Z, teu disco tá um saco) e deu um banho de produção e parcerias num disco redondinho, pesado e, por que não, um tanto quanto angustiante. Blood On The Leaves, que tem um samplezão de Strange Fruit, de Nina Simone, é espetacular (melhor do álbum), assim como Black Skinhead e Hold My Liquor que, pra mim, formam o top 3 do disco.
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coolconcon
Por Carina Schröder
O Cool Cocoon é daqueles álbuns divertidinhos que aquecem seu coraçãozinho por dentro e te tornam uma pessoa melhor. As guitarrinhas, pianinhos e batidas te fazem esquecer daquele trabalho de 20 páginas que você precisa entregar até amanhã de manhã e daquela espinha dolorida que nasceu bem no meio da sua testa quando você ia sair com aquelx gatx. A Spinto Band é o tipo de banda cheia de amor pra dar – mesmo que as letras não sejam das mais felizes, eles te fazem sentir como se nada estivesse errado. O Cool Cocoon vai te deixar com vontade de balançar a cabeça, cantar junto e não pensar mais em nada, então nada mais justo do que ouvir sozinho em casa enquanto cozinha, canta e dança. Tudo ao mesmo tempo. ❤
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cool

queens
Por Vinicius Nunes
Eles estavam num hiato de mais de 6 anos sem lançar nada. Nesse período, Josh Homme quase morreu (os médicos disseram que o coração dele parou por 5 segundos) e, depois de passar por essa barra pesadíssima, quase desistiu de tocar. Mas ele é Deus e não desistiu tão fácil assim.

Nesse clima de quase morte, o QOTSA lançou o DISCÃO DEL AÑO de 2013. “…Like Clockwork” é um álbum soturno. Stoner rock até o caroço. Com participações de Nick Olivieri (o ex-baixista que tocou peladão no Rock in Rio em 2000), Dave Fucking Drohl, Alex Turner TRANSÃO e pasmem, SR. ELTON JOHN, que participa numa das melhores músicas do álbum, “Fairweather Friends”. Pra mim os destaques são “I Sat by the Ocean” e o já hit “My God is The Sun”. Mas aqui escolher A MELHOR é uma tarefa hard.
Tão hard que por isso ele é o DISCÃO DEL AÑO, desbancando “Yeezus” do Kanye e o aclamado “AM” dos macacos do ártico. Vida longa, Josh Homme e cia.
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queens

sigurros
Por Bruno Mattos
Nenhuma foto simboliza tão bem o Sigur Rós quanto a capa o disco Með suð í eyrum við spilum endalaust (cinco pilas pra quem conseguir ler o nome), de 2008, onde se veem os quatro membros da banda correndo pelados em direção ao nada, sem medo de ser feliz ou de eventuais tropeções, que inevitavelmente levariam suas genitálias que balouçam a se cravarem em alguma roseira. O quarteto islandês, afinal, parece se reinventar a cada disco. Após a alegria toda do disco mencionado veio a crise do país escandinavo, um disco que pela própria sonoridade parecia indicar o fim da banda (Valtari, de 2012) e, vejam só, o fim da banda.E foi então que nos surpreendemos mais uma vez. O Sigur Rós voltou com um som mais pesado, muito influenciado pelo metal, com base rítmica forte e toda a barulheira de costume. Os unicórnios morreram, mas o Sigur Rós continua se transformando, como sempre – e bom, como sempre.
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kstew

bangerz
Por Marina Teixeira
Todo mundo tem alguma opinião sobre a Miley Cyrus. Tem quem diga que a ex-Hannah Montana só quer chamar atenção e tem quem considere ela a única artista punk rock da atualidade (oi, Clarissa Wolff!). Confesso que não concordo 100% com as coisas que ela faz ou com quem ela se associa (Robin Thicke, Terry Richardson), mas vamos combinar que a Miley está pouco se importando com o que eu, você e todos nós pensamos. E sabe de uma coisa? Tudo bem, porque o CD dela, Bangerz, está há um tempão sem sair do repeat na minha lista do Deezer.
Bangerz tem a personalidade da Miley: é divertido, vulgar sem ser sexy e se leva pouco a sério. We Can’t Stop e Wrecking Ball já tocam sem parar nas rádios, mas não deixa de conferir Love Money Party, #GETITRIGHT e Do My Thang. Se você pegar alguém que adora pop no amigo secreto da firma, já sabe qual é o presente de Natal perfeito. A não ser que prefira dar meias.
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MILEY

***

Eaí o que estão achando? Miley Who? Quer dar opinião sobre o Lulu? Aguardem os próximos capítulos…

(leia aqui a 1a parte)

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4 comentários

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