a descoladisse em ser um adulto perdido: review “the lifeguard”

– Você está depressiva?
– Não clinicamente

Sempre quis começar um texto sobre um filme com um diálogo e acho que chegou o momento. O filme em questão é The Lifeguard (o salva-vidas, em tradução livre trinta seis), da diretora Liz W. Garcia (sem previsão de estreia por aqui), que pega carona nessa história toda de que somos a geração dos infelizes. Na semana passada, todo mundo compartilhou um textão sobre isso e na cultura pop isso já rola faz tempo. O exemplo mais recente é Girls, descrita por jounalistas como “a série que melhor representa os anseios da atual geração” (espero que represente a minha mão na tua cara também, bitch).

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Na história, Kristen Bell, outra das musa desse site, é Leigh, uma jornalista (que profissão mais seria, não é?) em Nova York, com 29 anos (não 30) que, desiludida com a carreira e com a vida, resolve voltar pra casa dos pais no interior. Assim, sem mais nem menos, ela aparece lá com seu gato, só pra tirar um “tempo dela mesma”. Lá ela regride totalmente trabalhando em algo com 0 esforço intelectual (a tal lifeguard), reencontra o rolê dos tempos de high school e começa a curtir muita maconha com os adolescentes locais. Até que resolve fazer pegação com um deles.

Nas criticas que li por aí, se fala muito da treta de que o filme é uma alusão a pedofilia, já que Leigh se envolve com um menor de idade. Mas na verdade, fazer sexo no meio da floresta com 01 adolescente é só mais um estágio de “se perder” da Leigh. Por sorte, Kristen não força a amizade no papel e eu até escorri uma lagriminha lá pelo minuto 80.

Mas, se existem as comédias românticas que vendem uma falsa ideia de que uma mina esquisita vai encontrar um cara gato que, apesar de ser boy lixo, vai mudar e eles vão viver uma linda história de amor, nesse novo nicho de filmes sobre a geração Y cigana como The Lifeguard, a gente tem a ideia de que é normal se perder um pouco, por que no fim, apesar do drama, somos uma geração muito foda mesmo. E esse episódio vai ser só mais uma história legal pra lembrar enquanto dirigimos nosso carro, ouvindo uma banda indie, a câmera faz um efeito de flare e, enfim, voltamos para nossa vida normal.

Eu ainda prefiro o final da comédia romântica.

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não chora Kristen, tem show do Mumford sexta em Nyc

Nota:  3 jen laws

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E ó trailer, Brasil:

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